quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O mais doce sonho

Tem dias que dói mais...
E eu queria poder dizer-te
Que te amo.
Mas a vida tem dessas coisas
E nem tudo é pra ser.
Sei que um dia
Serei feliz.
Mesmo sem teu
Sorriso incomparavelmente belo.
Foste o mais doce sonho
Da minha vida.
O mais curto
E impossível também... (Lê Costa)



domingo, 16 de outubro de 2011

Eu queria tanto ter dançado na tempestade de hoje

Para o thyagu... meu grande amigo virtual... o qual numa conversa de msn, deu-me a frase mais linda deste poema e o nomeou.

Eu queria tanto ter dançado na tempestade de hoje...
Mas me detive... apenas em olhá-la pela vidraça vazia.
Imaginando onde andariam teus olhos cheios de flores,
Tão grandiosos e doces...

Eu queria tanto ter dançado na tempestade de hoje...
Mas me detive... apenas em olhá-la pela vidraça vazia.
Relembrando teu sorriso infinito... delicado e
Bonito como as gotas daquela chuva.

Eu queria tanto ter dançado na tempestade hoje...
Mas me detive... apenas em olhá-la pela vidraça vazia.
Senti que meu coração queria saltar e bailar com
Aquela água tão fria... e chorosa.

Eu queria tanto ter dançado na tempestade hoje...
Se isso fosse trazer-te para perto de mim ou tu seres
Tomado de um amor forte... e sem fim
Eu juro que eu teria morrido dançando, cantando... te amando.

Mas quem sabe em outra estação...
Nas próximas chuvas...tu estarás aqui...
E dançaremos juntos na tempestade,
Na noite estrelada de cores, no dia ensolarado de amores... (Lê Costa)

sábado, 8 de outubro de 2011

Viva o Carpe Diem!

Quando adolescentes, salvo em raras exceções, desejamos viver mil dias em um.
Somos movidos pelo combustível da urgência, parece que não existe em nossos
dicionários palavras como, paciência e moderação, afinal, somos tão jovens.
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Nos jogamos de cabeça, em todos os objetivos e sonhos, os quais julgamos serem
os mais importantes, arriscamos tudo, porque se não der certo, se viermos a errar
em nossas escolhas, isso não terá a menor importância, pois temos todo o tempo do
mundo para corrigi-las.
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Quando estamos perto dos trinta e fazemos uma análise dos objetivos e sonhos os
quais priorizamos na adolescência e no início da fase adulta, podemos novamente,
salvo em raras exceções, chegarmos a conclusão de que eles não eram tão importantes
assim, e os importantes mesmo, foram absurdamente negligenciados por nós, pela
nossa visão ainda tão limitada, é aí que a pergunta fatídica nos vem, dos subterrâneos
da razão e da emoção:_E agora José? O que fazer? Pois ele o grande parceiro, o tempo,
o qual estivera sempre caminhando em passos lentos do nosso lado, parece estar agora
correndo cada vez mais rápido, enquanto que nós, já não conseguimos alcançá-lo e ficamos assim,
nos sentindo traídos, afinal outrora ele fôra tão nosso amigo!
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Podemos também chegar a outra conclusão, provavelmente a única importante,
chegamos nos trinta, daqui a mais trinta serão sessenta!Brincadeirinha( risos).
Mas essa não era a questão, em épocas de bio-combustíveis, não nos esqueçamos
do combustível da urgência é importante que ele não nos falta principalmente agora!
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Portanto nós os quase-trinta, já trinta! Quarenta, cinquenta e etc., enchamos o nosso tanque dele!
Vai ser melhor, nossa visão não é mais tão embaçada como antes.
Sigamos o conselho do poeta de todos os tempos, Pablo Neruda, "É AGORA A HORA
E ONTEM É A HORA E AMANHÃ É A HORA"!
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Não percamos tempo, pois convenhamos , chegou o momento de tomarmos as
decisões certas, aquelas realmente importantes,
aquelas que nos farão realmente felizes!
Deixe-mos o medo de lado, nós crescemos, somos gente grande.

E VIVA O CARPE DIEM!

Descoberta




















Antes de ti,
Não existia o luar...
A doçura...
O sonhar...

Antes de ti,
Não existia o lamentar...
A loucura...
O penar...

Sim pode parecer
Estranho
Mas eu descobri.

Antes de ti
Não existia a poesia...
A melancolia...
A rua sem saída...

E esse amor assim,
Eternizado em minha vida!
(Lê Costa)

Terra seca




















Oh torre fria de dores!
De trevas!
Até quando
Manter-me-ás cativa?

Quem poderá saber
O que tu esperas?

Já não cansaste
De ouvir os meus gritos?

Acaso pretendes ver-me
Morrer por dentro,
Até que eu vire como que
Uma raiz nascida em terra seca?

Ou será que estás
A testar-me,
Para que possas contar
Quantas lágrimas cabem
Dentro de meu ser?

Oh, torre fria de dores!
Tu nunca compreenderás
Como é triste amar e esperar,
Alguém, que em tempo algum,
Jamais virá.  Lê Costa)

domingo, 2 de outubro de 2011

Oásis Furioso


Meu amado, aMar-te-ei para seMpre.
Ainda, que distAntemente, estArei
Relembrando-te,Revivendo-te,paRa
Chegar não sei Como perto de ti.Como
Eu posso quErer-te tanto!!! És tu
Leve brisa,,,,, iLuminado soL,
Oásis furioso, Onde há um Oceano de encantos, 
           o qual levou em suas águas para sempre o meu descanso. (Lê Costa)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Prazer receoso


















Por todo o lugar onde repousa o meu olhar,
Não vejo o que fisicamente meus olhos
Deveriam enxergar.

O que eles visualizam
É algo que me conforta
E perturba.
Uma mistura de euforia
E temor.
Uma espécie de
Prazer receoso
Sei lá.
Só sei que,
Por todo lugar
Onde repousa o meu olhar
Só enxergo tua imagem bendita.
Teus olhinhos de menino
Quase-homem.
Tua boca tão convidativa e vermelha
Como se fosse a primeira maçã do mundo.
Aquela feita por Deus no dia da criação.

Ah! Que sabor deve ter a tua boca príncipe!
Será tu aquele que eu procuro?
O qual traz nos lábios uma sede infinda de beijos?
O único? O abençoado? O eleito?
O príncipe bem-amado?
Mas o que adianta,
Se tu não sabes como eu me sinto
E eu não tenho coragem de dizer-te a verdade.
Tudo por causa desse prazer receoso.
Que ao mesmo tempo satisfaz e perturba.
Tudo porque tu trazes no olhar,
Essa encantadora ternura.
Esse jeito “tão inocente” de saber o que é amar.
Saibas, és tu o príncipe que mora no meu desejo,
No meu anseio, na minha ilusão angustiada
De aprender e sentir o que é amar e ser amada.

Ah! Romeu. Meu Romeu!
Pelo menos nos meus sonhos tu és meu.
E eu beijar-te-ia como tu nunca foste beijado!
Amar-te-ia como jamais foste amado!
Falar-te-ia versos todos bonitos e puros.
Pois meu coração tem uma voz misteriosa,
De onde exala o perfume de todas as rosas
E são elas todas para ti!
Para enfeitar o caminho
Por onde passares.
E os lençóis, que tanto invejo.
Onde repousam teus braços,
Teus cabelos, tudo enfim
Que há em ti.
Que me alegra e desespera.
Enche e esvazia.
Arde e esfria.
Ilumina e escurece. (Lê Costa)

Subconsciente

















Hão de serem os meus olhos,
O farol a guiar o teu barco.
E minhas mãos pequeninas,
A delicada carícia
A afagar o teu peito.
Ah! O teu peito amor.
Que grandes mistérios
Esconde este sujeito.
Com certeza há nele
Incontáveis belezas.
Mal posso esperar para vê-las!

Hão de serem os meus lábios,
O fabricante do néctar sublime.
Sem o qual tu não mais sobrevives.
Se não bebê-lo a todo instante,
E muito mais do que sempre.
Pois não é menos que eternamente,
Que dura um amor como esse.
Mesmo que ainda não o acalente (eu acho)
Em tua razão consciente.

Porém Romeu,
O teu coração não mente.
Dera-me ele tantos sinais,
Que já não sou mais tão descrente! (Lê Costa)

Farol amigo




















Guarda com carinho
A minha alma amado!
Pois quisera o destino
Fazê-la tua.

Num instante infinito
De imensa ternura.
Num olhar,
Que ao mesmo tempo
Acalma e perturba.
Acredite quando digo,
Que tê-lo aqui comigo
Enche-me de alegria
De euforia e de paz.

Guarda com carinho
A minha alma amado!

Pois nunca foi
Tão doce sonhar.
Antes andava eu
Como uma morta viva
A vaguear.
Porém tu foste
O farol amigo
O qual me guiou
Na pior escuridão
Que já vivi.
Tu sabes bem o que digo.

Antes de tu apareceres,
Eu era apenas
Um passarinho,
Que já não tinha
Nem voz,
Nem esperança,
Nem um simples ninho
Para onde regressar.
Por isso peço-te,
Não destrua as minhas asas.
Ou pelo menos o que sobrou delas.

Guarda com carinho
Meu coração amado!
Caso contrário,
O mundo todo
O verá silenciar.
Por simplesmente
Não mais suportar,
O peso de realmente
Vir a acreditar
Que não nasceu
Pro amor, ser amado
E amar. (Lê Costa)

Menos tu


Assim como o amor,
Amar-te é um mistério insondável.
E eu não queria amar.
Eu só queria fugir
Pra um lugar bem longe
De mim.
Onde eu seria outra pessoa,
Não eu.

Assim como o amor,
Amar-te é um mistério insondável.
E eu não queria amar.
Amaria sim com toda a minha alma
Os lírios do campo,
O frio congelante.
A brisa marinha,
A noite estrelada,
Tudo que há de melancólico e belo,
Menos tu.

Porém ainda que pareça loucura
Amo-te acima de todas as coisas.
Mas eu não queria amar...
Eu só queria fugir...
Pra um lugar bem longe
De mim.
E desse miserável coração. (Lê Costa)

Lágrimas

























Às vezes estamos vivendo em meio a um turbilhão de sentimentos. Alegria, tristeza, dor, decepção, raiva, amor. E são nesses momentos em que elas aparecem: as lágrimas. Qual a definição de uma lágrima? O que ela carrega em si porque derramamos lágrimas?

O nosso Aurélio diz o seguinte "gota de humor segregado pelas glândulas do olho", essa é uma definição física. Mas há muito mais coisas contidas numa lágrima.
Quando perdemos alguém querido arrebatado pela morte, derramamos muitas dessas ditas lágrimas. É que sabemos, nunca mais veremos aquele rosto tão amado. Não ouviremos mais aquela voz, aquele riso e nem teremos mais aquele abraço. Isso nos provoca uma dor imensa, pois sabemos, uma separação pela morte é algo definitivo. Assim experimentamos sentimentos de dor e tristeza, e inevitavelmente elas chegam... As lágrimas.

Outro exemplo, quando vemos a primeira vez o rosto de nosso filho e ele dar os seus primeiros passos, isso nos enche de felicidade de alegria e novamente elas podem surgir... As lágrimas. São inúmeros os exemplos, mas realmente o certo é que elas irão nos acompanhar durante toda a trajetória de nossas vidas, quase todos os momentos que vivenciarmos as mais variadas emoções elas estarão lá. Talvez para que não venhamos a nos sentir tão autossuficientes, duros como pedra em meio uma sociedade a qual tenta cada vez mais esconder seus sentimentos. Lá estarão elas, para entregar o que realmente se passa no mundo aqui de dentro.

Mas não podemos deixar de analisar outro exemplo, é quando estamos amando alguém e temos essa pessoa ao nosso lado, que maravilha numa situação assim com certeza poderíamos derramar lágrimas de pura alegria, mas e se de repente tudo desmorona? E o que achávamos que era já não achamos mais? E se o dia claro se tornou em noite escura? E a suave brisa se transformou em temporal?

Então experimentamos o vazio a decepção a dor, e qual o provável resultado?... Mais lágrimas... Uma chuva delas.
A poeta portuguesa Florbela Espanca de uma forma simples e muito sensível descreveu o seguinte...
“-E as lágrimas que choro, branca e calma, ninguém as vê brotar dentro da alma! ninguém as vê cair dentro de mim."

Seja o sentimento que for que se sinta dor, raiva, alegria, decepção, amor, as lágrimas não curam as feridas que os olhos não podem ver, mas aliviam e lavam a alma. (Lê Costa)

A sonhadora





















Podem me chamar de sonhadora,
Pior é quem na vida
Já não ousa mais sonhar
Deixando-se levar pela amargura.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois eu ainda creio
Na vinda do Prince Charmant...
Como audaz cavaleiro em velhas lendas.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois a cada manhã quando acordo
Vejo diante de meus olhos
A sombra da lembrança do teu rosto.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois continuarei levando em meu peito
A essência de teu amor quase perfeito.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois continuarei assim, mesmo acordada sonhando.
Guardando no coração da alma os sonhos que jamais esqueci. (Lê Costa)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não há coincidências











Acabei de ler o livro "Não há coincidências" da escritora portuguesa, Margarida Rebelo Pinto. É a história dos relacionamentos amorosos de uma mulher chamada Vera.
Ao terminar o livro fiquei pensando como pode o personagem de um livro e até certo ponto a história desse personagem ser parecida com a da gente.

A Vera se parece muito comigo não em tudo mas me identifiquei bastante com ela até compartilhamos algumas dúvidas iguais e chegamos as mesmas conclusões. Achei muito interessante esse trecho do livro quando a Vera diz o seguinte:

"Quando sonhamos muito, corremos o risco de deixar de viver neste mundo, passamos para outra dimensão e não rara vezes levamos conosco aqueles que amamos.
E aquilo com que sonhamos, passa a ser o nosso desejo e é em função disso que respiramos, vivemos, adormecemos e acordamos"

A Vera amou a vida inteira o João e este acabou se casando com outra, mas não foi muito feliz. Depois ela conheceu o Manel, foi o que se pode chamar de amor a primeira vista e no mesmo dia que o conheceu, acabou ficando com ele. Mergulhou fundo nesse relacionamento, ela o amou muito e para variar ele não deu valor nenhum para esse amor, o qual terminou tão rápido como quando começou.

Para mim ele era como dizem os portugueses "um parvo" um imbecil. Pois, ainda que a mesma tenha pisado na bola, se ele sentisse alguma coisa verdadeira a teria perdoado. Maria, amiga da Vera, disse o seguinte: _"Quando se ama tudo se perdoa, nada se esquece, mas tudo se perdoa."

Na carta de despedida da Vera para o Manel, ela descreveu-se da seguinte maneira: "Talvez não sintas tudo a flor da pele como eu, que sou feita de coração, nem sei porque é que Deus me deu miolos, nunca os uso para as coisas mais importantes"

Realmente ser uma mulher feita de coração não fácil, mas fazer o que? Se não temos forças para mudar a essência do que somos. Para quem quiser ler, recomendo, é um bom livro o melhor que li desta escritora.

Para finalizar, termino com um fragmento do livro que segundo minha opinião é uma realidade.

"O tempo está para o amor como o vento para os incêndios. Apaga os fracos e ateia os fortes. É uma espécie de teste, uma prova cega, uma forma inequívoca de clarrificar aquilo que tanto queremos chamar amor e que não é mais do que o minúsculo embrião de um futuro incerto e tantas vezes improvável. Mas o amor está para o tempo como uma vela acesa ao luar, tremula impaciente, frágil, volúvel, fácil de acender e ainda mais fácil de apagar" (Lê Costa)

Espaço não ocupado por coisa alguma





















Prometo controlar meu pensamento. Trancafiá-lo!
Como um passarinho,
Em sua gaiola sem porta.
Para que ele,
Não voe até tua morada
E revele a ti o quanto sofro.
Por não ter o teu amor
Por não ter a tua calma.

Prometo controlar o meu pranto. Dominá-lo!
Para que ele,
Rolando por essas ruas sombrias,
Não deixe nenhum rastro
Dessa dor que me sufoca.
E assim venha a impor medo aos novos apaixonados
Fazendo-os desistirem de amar e ser amados.
Com medo de serem invadidos
Por um sentimento parecido
Que é tão doído!

Prometo controlar minha saudade. Ignorá-la!
Para que ela,
Acometida de um delírio insano
Não sai por aí
Batendo de porta em porta perguntando:
Em que planeta tu te escondeste de meus carinhos?

Prometo controlar o meu amor. Sufocá-lo!
Para que
Nunca mais
Venhas ouvir falar
O quanto sofri, chorei, senti tua falta.
E muito menos que
Todos esses verbos se fossem conjugados corretamente
Não ficariam no tempo passado.

Prometo
Anjo
Ficar no vácuo.
Onde não existe nada.
Nem desejo,
Oxigênio,
Sonho, ou
Mágoa.  (Lê Costa)

Libertem as vossas asas!





















Inefáveis asas,
Para vós foram dadas,
Então porque não usá-las?

Não escondam do mundo
As vossas asas!
Antes, voem!

E que o vento,
Nascido do bater de tantas asas,
Mude o curso da vida,
Do amor, da política,
E porque não da história?
Porque todos vós sois dela,
Escritores, roteiristas,
Diretores e principais atores.

Não as escondam!
Antes, as desamarrem!
E nós, parafraseando Bilac,
Ouvidores e entendedores
De estrelas,
Sejamos os fisioterapeutas
Desses milhões e milhões
De asas, as quais
Estão quase que completamente
Atrofiadas!
Eis aí, a nossa dura missão!
Sair clamando pelas ruas,
Como que profetas, diante
De nossa amada e idolatrada nação,
A seguinte afirmação,

Inefáveis asas,
Para vós foram dadas,
Então porque não usá-las? (Lê Costa)

Contradição















Há uma rosa vermelha em teu coração.
E em tuas mãos uma lança.
Diga-me amor meu
Como não amá-lo?
Se há em tua essência
O suave movimento das asas de um pássaro
E uma ternura tão imensa,
Como as águas que existem em toda a Terra.

Águas doces... Águas salgadas...

Doces como os teus beijos,
Teu amor,
Tua entrega.

Salgadas como a tua pele,
Teu suor,
Tuas lágrimas caladas e consteladas
As quais caem de teus olhos.
Olhos de amar de mar de cielo.
Deixa-me amar teus olhos tão singelos
Tão eternos e tristes!

Colher teu sabor, tua flor, tua dor,
Pois só eu conheço o teu segredo amado!
Sei que há uma rosa vermelha em teu coração.
Porque insiste em não dá-la a mim
Que o amo? Porque insiste em fazer o contrário?
Da mesma maneira que
Há uma rosa vermelha em teu coração,
Há uma lança em tuas mãos.
A qual usas, para lacerar-me as asas.
Ferindo-as sem nenhuma compaixão. (Lê Costa)

domingo, 18 de setembro de 2011

Vencidos




















Na profundidade da ausência
Pode se ouvir tantos sons.
Ainda ouço tua voz
Acariciar-me o coração.

Vejo em teus olhos
Um bosque, impenetrável e escuro.
Mas sei que lá no fundo
Há um tesouro de valor inestimável.

Tu não o sabes.
Mas um decreto irrevogável,
Foi selado com o anel do rei
Chamado destino. E ele diz:
Que sou eu a abençoada, a bem-amada, a única,
Capaz de levar a esse tenebroso lugar
Todo o pulsante e vivo e intenso amor,
O qual aquecerá e iluminará
Tua alma aparentemente inconquistável.
Então me permita o amar, amado.
E entenderá a profecia que uniu as nossas vidas
Tornando-as uma só.

Por todos esses motivos
Nem eu, nem tu, nem nada,
Poderá nos separar.
É inútil tentar
Demo-nos por vencidos! (Lê Costa)

Cenário do nosso amor















Sinto perto, quem está longe...
Distante dos meus braços,

Ouço ao longe,
Uma voz que diz:
_ O passado não volta jamais!
Segue em frente...
Escreve uma nova história...

Mas vem de algum lugar,
Talvez dos subterrâneos
Da paixão, um grito latente
Em meio à escuridão.
Voz rouca cheia de emoção,
Embargada de soluços.
Embriagada de lágrimas
Que suplica por outro momento!

Outro beijo!
Outra noite!
Outro dia!

Outro pôr-do-sol
Lá no Guaíba!
Porto Alegre de alegria,
De desejo e fantasia...
Ou talvez,
Porto Alegre fria...
Vazia, sem cor...
Cidade da melancolia...

Dos amores mil...
Das lindas gurias...
Dos poetas imortais...
Dos suspiros sem iguais...
Não há outra mais bonita!
Minha terra tão querida!
Meu porto dos casais...
Cenário do nosso amor,
Pois sinto perto, quem está longe...
Distante dos meus braços,

Ouço ao longe,
Uma voz que diz:
_ O passado não volta jamais!
Segue em frente...
Escreve uma nova história...

Mas vem de algum lugar,
Talvez dos subterrâneos
Da paixão, um grito latente
Em meio à escuridão.
Voz rouca cheia de emoção,
Embargada de soluços.
Embriagada de lágrimas
Que suplica por outro momento!

Outro beijo!
Outra noite!
Outro dia!

Outro pôr-do-sol
Lá no Guaíba!
Porto Alegre de alegria,
De desejo e fantasia...
Ou talvez,
Porto Alegre fria...
Vazia, sem cor..
Cidade da melancolia...

Dos amores mil...
Das lindas gurias...
Dos poetas imortais...
Dos suspiros sem iguais...
Não há outra mais bonita!
Minha terra tão querida!
Meu porto dos casais...
Cenário do nosso amor,
Posso assim chamá-lo?

Este algo que nos une...
Separa... Para reencontrar-se
Talvez agora? (Lê Costa)

Há vaga

























Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.

Como ser uma mulher completa,
Feliz e realizada?
Se aqui dentro não há nada.
Que me faça perder tudo.
A lucidez e a calma!
Como deixar entrar na alma.
Um rosto desconhecido?
Um abraço ainda não experimentado?
Um desejo ainda não sentido?

Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.

Quero muito mais do que tenho!
Anseio por uma infinitude de momentos.
Repletos de risos, carinhos e beijos...
Ah! Os beijos!
Quero-os de todos os jeitos!
Impetuosos no meio da madrugada.
Molhados, no banho de chuva.
Recatados, no passeio de mãos dadas à tarde.
Misteriosos, na noite solitária onde mergulham os meus olhos...

Onde andarás tu, desconhecido amor?
Espero que encontres o meu singelo chamado.

Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.
Para outro coração
Também imperfeito.
Que um dia eu espero encontrar... (Lê Costa)

Tu que tens o céu e o mar no olhar

Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!
Ainda que eu não veja mais à rubra
Fogueira ardente que há em teus olhos.
E tuas pálidas e pequenas mãos
Não passeiem mais pela extensão
Do arquipélago de minha pele.

Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!

Ainda que um vento contrário,
Obrigue-lhe a navegar por outras águas
E a desbravar terras longínquas e estranhas,
Tu estarás ao meu lado.
Não me importa se é assim,
Dessa maneira obscura
Que tu estejas aqui.

O firme propósito, do meu coração
É nunca, jamais lhe deixar partir.
Ainda que outros bem-amados venham,

Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!

Não percebeste com que fogo de amor apaixonado,
Ainda que idealizado, marcaste
Não o coração do meu corpo.
Mas sim o coração da minha alma,
Não só as inicias, mas todo o teu nome.
Ah! O teu nome amor! Possui sete pequeninas letras.
Assim, como sete pequeninas cores possuem o arco-íris.
Assim como sete grandes e infinitas letras
Possui a palavra saudade.

Não importa que os meses, os anos, as estações passem...
Ainda que o mar seque
E não reste uma gota sequer.
E que as estrelas do céu se apaguem,
Uma a uma como lâmpadas queimadas,

Tu, que tens o céu e o mar no olhar
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!

Ainda que o meu canto cesse
E meus esperançosos olhos sejam fechados
Pelos gélidos, escuros e suaves dedos da morte,

Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás! (Lê Costa)

Soneto do olhar verde-avelã










Eu lhe disse, seus olhos são verdes!
Um verde que canta e encanta
Um verde que espanta e conduz
A todos que os amam a luz!

Mas tu me dizes não são verdes,
Meus olhos são cor de avelã!
Eu lhe digo: Não importa,
Pois neles há toda doçura do mel da maçã!

Teus olhos cor de avelã têm a cor
Da saudade, que me invade,
Sem piedade a cada manhã.

Teus olhos cor de avelã, cor de amizade,
Oh! Dulce! Não adianta os pedires de volta,
Eles são meus, desde agora e por toda a eternidade!
____________________________

Para ti Dulce, amiga que tanto amo
fiz este simples soneto.

Se eu pudesse

Se eu pudesse arrancar todo o medo,
Tirar toda dor, todo o lamento
Apagar de tua alma, todo o tormento
Eu o faria agora! Nesse exato momento!

Se eu pudesse mudar os teus pensamentos,
Enchê-los de sonhos e de alegrias tantas,
Com o pequeno movimento de minhas asas brancas,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!

Se eu pudesse parar o vento,
Guardá-lo a salvo longe de todo sofrimento,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!

Se eu pudesse expulsar de teu coração
Oh querido! As sombras a escuridão,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!
___________________________________________
Para ti meu amigo Sandro,
Que a luz de Deus, a alegria e a coragem
Estejam sempre de mãos dadas contigo!

Carta para uma amiga




















Os desígnos de Deus, que alguns chamam de destino,
acaba por nos trazer pessoas que se tornam
inesquecíveis em nossas vidas.
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Confesso-te, quando te encontrei pela primeira vez, não
fui tomada de amores por ti.
Olhei-te e pensei, essa criatura ostenta certo ar de
superioridade e também tive a impressão de que
tu não foste muito com a minha cara.
Lembra-te do ditado que diz que a primeira impressão
é a que fica? Tudo mentira.
------------------------------------------------------------------------------
Retomando, aquele que é onipotente juntou as nossas
vidas, quando iríamos imaginar que moraríamos de baixo
do mesmo teto? Pois é, assim vivemos juntas, por dois anos
e eu pude conhecer-te melhor e então... Plim!
Num piscar de olhos surgiu a mais bela amizade do mundo.
Claro que certos conceitos teus me assustaram; ainda me
assustam, não os entendo, mas isso não faz diferença.
Vê amiga que ser único tu és? Como dizem por ai igual a ti
nem tirando Xerox! Nossa teu grau de narcisismo já é grande
agora vai triplicar!
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Quando fostes embora pelo mundo a fora, eu chorei, me preocupei
tanto que me deu uma crise de nervos e eu tremi feita vara verde!
Sabe por quê? Porque tu estarias longe de mim e assim eu não poderia
proteger-te se algo desse errado, mas enfim, tu foste e aprendeu a andar
com tuas próprias pernas, que orgulho! E me lembrou que não podemos
prender as pessoas que amamos do nosso lado, porque na vida chega uma
hora que cada um segue seu rumo.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Du, sincera, honesta, segura e amiga,
tu és tudo isso e muito mais, mas não
posso citar tudo aqui, pois me faltaria papel.
Bom eu enrolei-te amiga com todo esse blá blá blá
para simplesmente dizer-te uma verdade irrefutável,
Eu te amo...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Angelita

























Angelita... menina que de tão bonita
Inebria, entontece...
Dona de uma graça infinita...
Onde andará? Em que esquina da vida...
Minha grande e inesquecível amiga...

Levas-te enrolado em teu vestido
Meu coração...
Oh! que saudade infinda.
Daquelas tardes em que eu podia
Ouvir teu riso cheio de luz... lamparina.

Angelita... menina que de tão bonita
Parece um anjo...
E o é...
Isso que seu doce nome significa...
Espero a tua volta... Teu colo amiga.

Tu és como uma campo cheio de flores
De todas as cores... perfumes...
E esse vazio que deixaste em meu peito
É como uma noite fria
Com neblina...

Quero-te porque tu és minha!
Angelita menina que de tão bonita
Inebria... entontece...
Onde andará? Em que esquina da vida...
Minha grande e inesquecível amiga...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

De onde vem grito que ecoa...





















De onde vens
Grito que ecoa?

De que peito
Em desespero
Nasceste,
Teu clamor
Que hoje voa...

Pelo céu cinzento,
Pela noite em chama,
Pelos insensíveis
Braços daquele
Que tu amas.

De onde vens
Grito que ecoa?

Doem-me os ouvidos
Ao escutar
Teus suspiros,
Teus gemidos,
De criança sonhadora.

De onde vens
Grito que ecoa?

Derramam-se de ti
Queixas e mágoas,
Todas santas!
Que nem no mar
Caberiam, angústias tantas!

De onde vens
Grito que ecoa?

Porque só eu
Escuto-te a chorar
A esperar a volta
Daquele que nem
Um único dia se fôra?

De onde vens
Grito que ecoa?

Grito de espanto,
De dor, de amor,
Grito de anjo, de arcanjo,
De nuvem, de estrela,
De sonho...

De onde vens
Grito que ecoa?

_Venho das profundezas do coração da alma,não
de uma mulher, que apenas ama!
(Lê Costa)

Cria asas coração

























Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Teu perfume
De jasmim,
Teu sabor de
Fruta da estação.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Dar a ti,
Flores, beijos
E carinhos tua doce
E merecida redenção.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Ouvir tua voz,
Teu canto de amor,
Abafa teu grito,
Abafa tua dor.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Andar contigo
De mãos dadas
Pelo caminho,
Dos mistérios da afeição.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Cantar contigo,
A cantiga da paixão.
Anda só com tua ferida,
Ando só com a solidão.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Ser contigo
Um só sol,
Uma só lua e
Um só paraíso.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Tua pura devoção,
Teu amor em fantasia,
Teu olhar em emoção,
Tua ternura em poesia.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Quem não quisera
Entender tua aflição,
Não de mágoa,
Pelo o que passou,
Mas do amor,
Que em teu peito ficou.

Cria asas coração!

O que tu precisas
Coração, não é de
Ajuda não! Não é
De piedade não!
O que tu precisas
É de voar livre,
Como uma pluma
Rumo à imensidão
Sem destino,
Sem direção,
E não ter medo não.
Pois espero eu,
Que seja esse
Teu último canto,
Para aquele
Outro coração,
Que na verdade
Nunca te amou.

Cria asas coração!

Vinho Forte




















Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Dos beijos teus.
Se assim o fosse,
Elas seriam
Tão doces!
Doces como mel
E não amargas
Como fel,
Pois nasceram
De uma dor
Incansavelmente cruel.

Bem se vê
Que não as conhece.
Afinal, não ficaram
Guardadas em teu coração.
Antes, foram todas
Sepultadas
Pelo chão.

Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Da tua boca.
Se assim o fosse,
Elas seria
Verdadeiras
Cascatas de luz,
De alegria.
E não cachoeiras
De trevas,
De agonia.

Bem se vê
Que não as conhece.
Afinal, são ela
Gotas vivas,
Do sangue de um
Amor que o tempo
Não levou.

Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Dos beijos teus
Se assim o fosse,
Elas seriam
Sol de verão,
Águas tranquilas,
E não geada
Em noite escura e fria.
Sem lua e estrela,
Sem sonho e poesia.

Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Da tua boca.
Ou será que
Eu me enganei tanto,
E assim como as
Minhas lágrimas,
A tua boca
tem o gosto
Mortal de um abismo?

Onde eu continuo
Caindo...Caindo...
Caindo...Caindo...

Não importa,
Apenas beije-me,
Uma última vez
Amado.
Pois, como dizem por aí,
"O amor é vinho forte,
mais forte que a própria morte".

E eu não quero
Morrer de bala,
De faca,
De doença,
De fome.
Eu quero morrer
Beijando-te,
Eu quero morrer
Amando-te,
Ainda que não me ames.
(Lê Costa)

Canção para sonhar

Meu canto
Voou para longe.

E como são grande
As suas asas!
São ternas e macias!
Cada peninha delas
É feita de sonhos
Fantasias.

Portanto, voa canto!... Voa!
Entre pela janela
Do quarto onde repousa
Aquele homem
Que tu amas.

E cante docemente,
A canção que tu Fizeste para honrá-lo,
Bendizê-lo, abençoá-lo,
Pois ninguém mais
No mundo nascerá Com aqueles olhos.
Então cante! Cante!
Não chore em sua presença.
Apenas faça-o sonhar.
(Lê Costa)

A canção do desalento

























Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está Chorando...
Mas não sabe ele,
Que a tristeza
Constante,
Nos parte em mil
Pedaços,
Tornando-nos escravos,
Quando na verdade,
O que queremos
É ser livres,
Como as mariposas,
Como o vento,
Como as aves migratórias.

Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está chorando...
Mas não sabe ele,
Que o seu pranto
Amargurado,
Mistura-se ao choro
Dos corações
Abandonados.
Assim, os dois
Unidos num só
Lamento,
Cantam juntos,
Uma só canção,
A canção do desalento.

Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está chorando...

Pois enfim,
O mau encanto
Está quebrando...
(Lê Costa)

Sede infinda

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Não beijos vazio,
Como a indiferença,
Mas beijos repletos
De mistérios!
Um mais profundo
Que o outro.
Um mais quente
Que o outro.

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos com infinitos significados,
Todos interligados,
Com aquele sentimento
O qual é maior que a fé,
E a esperança,
E a vida e a morte.

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos molhados e secos
Com língua, sem língua
Torto e direito.
Quero beijos nos meus olhos,
Pescoço, e mãos.
Mas principalmente,
Quero alguém que beije
Minha emoção!
Minha razão!
Minha alma!
E meu coração!

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
De amacinhos,
De carinhos,
De cafunézinhos,
De abracinhos
E todos os "inhos"
Que eu tenho direito.

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
Só,
Dos meus beijos!
Só,
Da minha pele!
Só,
Das minhas unhas!
Só,
Dos meus cabelos!
E, particularmente
Só,
Das minhas loucuras
E versos estranhos!

É pedir muito?

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,

Maior que a minha,
De mim!
(Lê Costa)

Simplesmente Letícia

























Ninguém me entende.
Ninguém sabe o por quê
De eu ser assim.
É que nenhum deles foi tocado
Pela fada mal do amor.
E nem receberam de presente
Da angustia, uma dor
Como essa que transborda em mim.
Todos esses que me olham,
Me analisam, nunca,
Saberão ao certo quem eu sou.
Mas isso realmente, não me importa,
Pois daqui do meu castelo
Calmamente eu contemplo,
O corre-corre dessa gente,
As quais, nascem, crescem e não aprendem.
Que cá nesta vida, que é uma só,
É preciso ter coragem de dizer
E defender o que se sente.
Mesmo que pra isso
Se tenha que viver,
Incompreendido... Incompreendida...
Assim como eu.
Logo, prefiro não ser entendida.
Do que deixar de ser,
Simplesmente eu!
Do que deixar de ser,
Simplesmente Letícia...

Gigantes

























De repente, vejo-te!
E estendo para ti os meus abraços!
E fecho só para ti,
Os meus olhos.

E nesse momento,
Nós, crescemos juntos amor!
Tornamo-nos como que
Dois imensos gigantes.
Pois só o amor, só ele
É que nos torna grandes.
Enquanto que os outros
Ao nosso redor,
Continuam pequenos,
Mesquinhos e imperfeitos.

Mas nós amor,
Continuamos crescendo,
E desse jeito,
Ultrapassaremos
O céu, o universo,
As dificuldades, as dúvidas
E o medo.

Afinal, porque sucumbir ao medo, meu amor?

Se perto daquele outro
Sentimento que nos une,
Ele é nada,
É pó,
O deitemos ao completo
Esquecimento!

Para que possamos
Erguer as nossas taças!
Cheia daquela bebida
Chamada vitória.
E celebrarmos
O nosso amor,
A nossa glória,
A minha boca,
A tua boca,
E as nossas inspirações
Tão poeticamente loucas!

Com os braços bem abertos para o amor

Minhas lágrimas
E dores, depois de
Uma perda dolorida
Disseram-me um dia:

Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!

Mas eu um ser sentimental por natureza
Continuei a amar...

Encontrei um novo amado
Que me fizera outra vez chorar.
E lá estavam as duas
Novamente a me avisar:

Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!

Mas eu um ser sentimental por natureza
Continuei a amar...

Encontrei um novo amado.
O qual quebrou-me em mil pedaços
E lá estavam as duas
Novamente a me avisar:

Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!

Mas eu um ser sentimental por natureza,
Novamente estou aqui,
Continuando a amar...
Pois como disse Drummond,
"Que pode uma criatura
Senão entre criaturas amar?"

AMAREI ENTÃO!

Com a mente e coração abertos.
Mas principalmente, com os meus

BRAÇOS BEM ABERTOS!

Palavras ditas... Jamais ouvidas














Essa canção é para vós
Palavras de amor
Que estão guardadas em mim!

Palavras queridas...
Palavras ditas...
Jamais ouvidas.
Vejo em seus olhos
Tanta ternura!
Tanta vida!

Pobres rejeitadas!
Ninguém as poderá ouvir!

Serão por isso inúteis
As vossas vidas?

Pois, para que
Nascerão as palavras de amor
Se não forem
Para serem ouvidas?!

Ouvidas por aquele
Único ser!

Ouvidas por aquela
Única vida!

Essa canção é para vós
Palavras de amor
Que estão guardadas em mim!

As quais morrerão comigo!
As quais morrerão em mim!

No dia em que
Eu deixar de existir!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fênix

























Hoje minha alma chora.
E está cheia de coisas estranhas...
Perdeu o brilho, a cor o perfume das rosas.
Seu cheiro agora é de sombras.

Hoje minha alma chora.
Tantas desencantadas lágrimas...
Não haverão mais sóis na madrugada.
Nem luas nas manhãs ensolaradas.

Hoje minha alma chora.
Frágil borboleta azul cansada...
Não pode mais voar, enxergar, levitar.
Transbordar de luz na alvorada.

Hoje minha alma chora.
Seu coração, geme e implora...
Ela está tão cansada de perder.
Que já deseja ir embora.

Hoje minha alma chora.
Ninguém entende seu pranto...
Nem sequer a vê.
Fecha teus olhos pra sempre.

Assim quem sabe
Como a altiva Fênix,
Um dia também
Irás renascer...

Amiga Irmã

























Como faz falta uma amiga de verdade.
De carne, osso, alma, flores e cores...
Onde em seu colo eu pudesse colocar a cabeça e chorar, desabafar...
E ela ao invés de julgar apenas me ouviria e abraçaria...

Em seus seu lábios eu sei
Haveria uma doce canção de ninar.
Com o poder de arrancar
Toda tristeza... Lágrima negra...

Eu gostaria tanto ainda de acreditar.
Que um dia eu a hei de encontrar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Par perfeito























Tenho que confessar-te algo
Ainda que isso magoe
Teu coração.

Aonde eu vou, tu vais.
Quando me deito,
Tu estás comigo.
Quando levanto também.

Mas eu tenho que dizer-te.
Teus lábios são como rios congelados.
Teus abraços me dão calafrios.
E quando tu me olhas
Implorando por algum sinal de carinho,
Eu sinto vontade de cuspir-te na cara.

Mas o que eu posso fazer?
Já te mandei tantas vezes embora.
E tu numa atitude de demente
Continua a desejar-me endoidecidamente.
Que só me resta aceitar-se.

Então vem!
Reclina aqui no meu peito.
E sejamos para sempre
Um par perfeito.

Eu mulher...
Tu ausência...


Par perfeito

Tenho que confessar-te algo.
Ainda que isso magoe
Teu coração.

Aonde eu vou, tu vais.
Quando me deito,
Tu estás comigo.
Quando levanto também.

Mas eu tenho que dizer-te,
Teus lábios são como rios congelados.
Teus abraços me dão calafrios.
E quando tu me olhas
Implorando por algum sinal de carinho,
Eu sinto vontade de cuspir-te a cara.

Mas o que eu posso fazer.
Já te mandei embora tantas vezes,
E tu numa atitude de demente
Continua a desejar-me endoidecidamente.
Que só me resta aceitar-te.

Então vem!
Reclina aqui no meu peito.
E sejamos para sempre
Um par perfeito.
Eu mulher...
E tu ausência...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Plenitude de ser




















Tu me vê de uma maneira tão pequena.
Mas não sou um grão de areia
Perdida na palma da tua mão.
Já fui sim,
Lágrima de amor perfeita.
E morei tanto tempo
Em teu rosto de mármore infinito.

Mas sabes,
Guardei em meu corpo
O aroma de orquídeas selvagens
Das montanhas que estão escondidas
No fim do arco-íris.
Para dar a um ser nobre e cortês.
Quente e luminoso como um sol de verão.
Com um olhar simples como os das pombas.
Que tenha a leveza das alegres borboletas
E a doçura terna e entregada dos cães.

Mas principalmente quero
Que as suas asas sejam
Como as minhas.
Quero reconhecer o seu canto
Assim como os pássaros fêmeas
Reconhecem e escolhem
O seu par pra toda a vida.

Quero alguém que me veja
Não de uma maneira distorcida.
Pois podemos olhar algo ou alguém
E mesmo assim não o ver
Na sua plenitude de ser.
Se for pra ser menos que isso
Prefiro que não seja ninguém.
Mas se algum dia
Eu o encontrar,
Nada poderá nos separar.

Até lá,
Prefiro a solidão acolhedora dos bosques.
E a companhia
Da madrugada chuvosa e fria.
Pois o inverno já nos envolve
Com seu abraços e beijos
De cristal de gelo.

Quando eu me for

























Desci até as profundezas do oceano
E estive junto das mais lendárias criaturas.
As sereias me ensinaram o seu canto hipnótico.
E o as ondas, o poder sedutor do seu bailar
De azul submarino.
E era tão bom estar naquele lugar
De algas e águas tranquilas.
E tudo foi perfeito...
Até o dia que uma tempestade profunda e invejosa
Atirou-me de volta a superfície.
E desde então tenho tentado viver
Entre essa gente estranha aqui da terra.
Mas não sei até quando eu conseguirei.
Meu mundo não é esse.
Quero voltar para o infinito azul...
Mas quando eu me for
Não será para o orgulhoso mar.
Eu quero mesmo é voar
No glorioso céu dos céus...
Ali eternamente eu irei morar.

Chance




















Não posso falar de amor.
Pois não há nada
Nenhum fragmento deste sentimento
Dentro do meu peito.
E eu não sei viver assim.
Estar vazia de amor
É como estar vazia de mim.
Faz tanto tempo que eu o procuro
E não o acho.
Encontrei sim pelo caminho
Imitações dele
Do glorioso e iluminado, amor.
Mas nunca o tive perto.
Nem senti o vento do bater
De suas delicadas asas
Isso é certo.
O tempo é curto, a vida mais ainda.
E já não tenho certeza
Que algum dia
Iremos ter a chance de nos conhecer.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O intocável



As coisas simples
E ao mesmo tempo infinitas,
Não são mais sentidas
Pela maioria...
Mesmo assim eu ainda canto.
Como quem procura desesperadamente
Aquela pedra perdida e queimante, a vida.
Abro os meus ouvidos para
Quem sabe escutar algum som perdido
Nessa selva obscura e fria.
E sabe o que encontro?
O nada...
Nenhuma voz parecida com a minha.

Eu gostaria tanto de voar nas asas
De um raio de luz.
Receber um beijo da chuva.
Ganhar um coração ensolarado de tanta ternura.
Eu sei, sempre quero muito mais.
O inalcançável talvez
Trará a minha paz.
Mas e se ele for só uma quimera?
Irreal ilusão de uma antiga primavera.
É mais certo que o seja.

E o intocável, puro, e verdadeiro amor
Ainda perambula pelas ruas a minha espera.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Momentos são estrelas cadentes

























Hoje lembro-me
Com clareza,
Dos muitos
Momentos de alegria
Em que eu guardei dentro de mim
Tantos beijos e abraços
Sem os dar e perceber
Que aqueles eram
Momentos de felicidade
Os quais por um motivo lógico
Eu não mais desfrutaria.
Esbaldar-me-ia em outros, claro.
Mas aqueles de novo
Jamais os teria.
Pois cada minuto de alegria
É único!

Eu não vivi intensamente minha alegria.
Nem a dediquei todo o meu ser.
Não dei tudo o que ela merecia.

Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...

Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...

E por falar em momentos,
Lembro-me dos de dor e agonia.
Das minhas pálpebras tão frias.
As quais sepultaram tantas lágrimas
Em vida.
Impedindo-as de verem
A terna luz do dia.
Talvez por esse motivo
Ouço as almas dessas lágrimas
Arrastarem correntes dentro de mim.
Afinal, foram muitas as tristezas
Guardadas aqui.

Eu não vivi intensamente a minha dor.
Nem a dediquei todo o meu ser.
Não dei tudo o que ela merecia.

Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...

Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...

E amor… Ah! o amor...
Já disseram tanto sobre ele.
Que não é eterno posto que é chama...
Outro, que jamais acaba...
Deixando as contradições de lado
Lembro-me dos momentos de amor.
Do passado.
Hoje penso o quanto errei,
Não por ter amado.
Mas ter demonstrando
Tão pouco meus sentimentos
Ao ser amado.
Devia ter enlouquecido
No bom sentido.
Dado asas a imaginação.
Estímulos mil ao coração!
Corrido de braços dados na chuva
Com minha doce e querida paixão!
Podemos fazer tanto.
Mas no fim fazemos tão pouco...

Eu não vivi intensamente o meu amor.
Não o dediquei todo o me ser.
Não dei tudo o que ele merecia.

Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...

Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...

Efêmera existência

Apegar-se a que, a quem?
Se ninguém é capaz
De dar o seu mundo a outro.
E cada vez mais vivemos isolados
Em nós mesmo.
Pensamos em primeiro lugar,
No dinheiro, erguemos altares a ele.
Sacrificamos tudo por esse grande deus.
Enquanto o mundo gira,
A vida passa,
E as pessoas, essas vão-se para sempre.

E como será daqui a 30 anos?
Quando acordarmos no meio da noite
E olharmos para outro lado da cama
O que ou quem encontraremos?
Um lugar vazio como nosso coração,
O talvez um rosto frio, desconhecido de alguém
Que passou longe de ser especial para nós.

Pois a vida passa...
As promessas não são cumpridas...
E a pessoa que mais nos tocou por dentro
Aquela que cada segundo ao seu lado seria
O melhor e mais incrível possível,
Nós a deixamos ir...

Virás em minha direção





















No meio da madrugada
Nessas horas de obscura aflição,
Acordei sobressaltada ouvindo:
_Virás em minha direção!

Meio atônita, levantei.
Perambulei pela casa
Tentando descobrir
De onde viera
Tão sublime afirmação.

Procurei em cada direção
Sai pelas ruas.
Perguntei até pra lua
Que me disse sorrindo:
_Olha para dentro.
Vasculha o baú das recordações.
Que tu saberás onde procurar.

Voltei pra casa.
E pus-me a revirar
Cada lugar de dentro de mim.
Onde eu pudesse algo encontrar.

Achei um bilhete
Que dizia...
“Virás em minha direção!”
E eu respondo:
Quando menos esperares
Estarei diante de ti.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Constelação de amar




Infinitamente mais





















Dá-me mais...
Muito mais...
Quero teus beijos multiplicados.
Tuas saliva doce e quente.
E a pele branca como a paz!

Dá-me mais...
Muito mais...
Quero tuas mãos ansiosas.
Tuas carícias escandalosas.
E o ímpeto que só o amor nos dá!

Dá-me mais...
Muito mais...
Quero tuas unhas, pele, cabelos.
Teus escuros e claros segredos
E o úmido e faminto desejo!

Dá-me mais...
Muito mais...
Quero ver de novo atrás do teu véu.
Tuas verdades, mentiras.
E a ternura delicadamente mansa de teu céu...

Dá-me mais...
Infinitamente mais...
Antes que escureça.
E eu não veja mais com clareza.
Toda tua singela grandeza...

Até o amanhecer





















Sinto o nascer de cada uma delas.
Sou como a parturiente em dor!
E em cada contração,
Vejo-as uma a uma
Saindo de dentro de mim.
E diante de todos
As abençoo, por serem
formosas! Filhas tão ditosas!
Concebidas com o amor, dor.
As vezes com ódio, rancor.

Mas não importa,
Qual o pai doou a semente.
Seja o sentimento que for
As amo igualmente.
Sinto meu sangue
Correndo em suas veias!
Vejo meus traços em seus rostinhos
Serenos, doces,
amargos, insanos,
Mundanos...

São o osso do meu osso...
Carne da minha carne...
Quero continuar a deliciar-me.
Sentir-me sacudida! Arrebatada!
Impregnada por e com elas.
Oferecer-lhes meu colo
Para chorarem quando estiverem perdidas.
Meus braços quando quiserem o calor de um afago.
Meu útero para nascerem
Quando ninguém mais as quiser.

Oh! Palavras! Palavras!

Andam vós como almas penadas...
Por falta de quem as queira receber!
Mas eu estarei sempre aqui
Venham todas!
Sem demora...
As espero toda tarde, noite.
Esperarei até o amanhecer.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Lira do amor recém-chegado

Aventurar-me-ei em teus braços.
Com as ondas deixam-se levar...
Por todos os caminhos
Onde deseja o mar.

Pássaro viajante,
Não quer deixar de voar.
Pois sentir o vento nas asas
Impede-o de chorar.

Querer-te me faz bem!
Faz com que eu me sinta viva.
Inteiramente plena...
Serena e tua.

Sentir-te me ilumina!

Para Felipe... (Uma alma parecida com a minha)

Despedida de um amor

A madrugada é longa e fria,
Minha vida!
E eu não queria
Tua partida.

E tu estarás para sempre
Em meu coração.
E esse gosto de sei lá o que
Em meus lábios.
E a sensação de vazio
Estão me confundindo.

Vivendo sem ver
Teus olhos.
Vou andando em meio a solidão
Das tardes silenciosas.
Virando do avesso
Todos os caminhos.

A madrugada é longa e fria,
Minha vida!
Eu não queria
Tua partida.

Consolar-me quem poderá?!
Não há de haver em nenhum lugar
Pessoa mais ensolarada do que tu.
Bendito entre os amados!
Querido e desejado...
Escolhido pelo meu amor.

Pela minha insanidade.
Pois foi uma aventura louca te amar!
Tão doce-amargo!
Amargo-doce!
Delicado-rude!
Ilusão versos realidade.
Soam como sinos imutáveis.
Badalam...
Badalam...
Não se calam.

Pois é chegada a hora!
Amigo, amado, querido, amante.
Ausente, presente, passado constante.
Acaso qual destes tu foste mais?

A madrugada é longa e fria,
Minha vida!
E eu não queria
Tua partida.

Mas deixo-o ir em paz!

Braços de trigo

Teus olhos me consomem...
Esses dois raios de luz celeste.
Não deixa-me dormir a noite.
Invadem meu peito,
Quase me enlouquecem!

Esquadrinhando-me até a exaustão.
Procurando saber,
Se em cada canto do meu ser
Haverá lugar pra mais alguém
Que não sejam eles.
Estrelas de luz ardentes.
Poços infinitos do amanhecer...

Amados meus! Crianças minhas!
Não percam inutilmente a vossa paz.
Durmam tranquilos...
Em meus braços feitos de trigo.
Criados para os embalar...

Amanheceu em mim

Chamei-te de anjo...
Quando tocaste com
A ponta de teus dedos
As janelas do meu coração!
Neste momento soube,
Não era eu...
E sim tu a pessoa por quem
Se fizeram todas as coisas.
E não em mim
Residiam a beleza impura,
O fogo que cura,
E a singela loucura.

Chamei-te de amor...
Quando beijaste meus lábios.
E nas linhas da tua boca,
Provei todo encanto e doçura
Guardados não para outra.
Neste momento soube
Que a vida
Não era mais minha.
E sim tua.
Assim como a lua é da noite.
O sol é do dia.
E o céu de quem voa.

Chamei-te de música...
Quando dançaste em minha alma.
Bailando com delicadeza.
Neste momento soube
Com toda certeza: sou amada!
Ansiosamente desejada.
Enfim é o fim da tristeza
Começou a alvorada.
Amanheceu em mim!
Tudo agora é luz iluminada.
Nada será perdido
Antes da última parada.

E neste derradeiro momento,
Quando apagarem-se as luzes,
Os sonhos, os gemidos e as brasas
Ao olhar para lado
Não quero encontrar mais nada,
Além do teu olhar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Cavaleiro Quimera

Como desejo encontra-te,
Maravilhoso cavaleiro andante.
Desbravador de vales e montanhas.

Os sonhos ao teu lado,
Serão mais coloridos, mais vivos.
Pois trazes contigo,
Todas as espécies de flores
Borboletas e pássaros cantantes,
Toda a primavera em si,
Tens guardado dentro de ti...
De teu precioso coração.

Mais valioso do que o ouro,
Do que a prata escolhida.
Assim és tu...
Oh! Bravo cavaleiro da armadura reluzente
O eleito que irá receber o meu amor,
A minha alma, os meus pensamentos.

E se isso não for o bastante,
Dar-te-ei todo fôlego de vida
Que há em meu peito,
E assim, morrerei feliz ao teu lado.
Minha doce quimera...
Meu amado...

domingo, 13 de março de 2011

Último pranto

Não quero a doce claridade de um dia de sol,
Nem o molhado e vibrante som da chuva.
Não quero todas as riquezas deste mundo,
Nem todas as flores da Senhora Primavera.

Não quero a beleza da luz de todas as estrelas,
Nem que o universo as desse como dádivas a mim.
Não quero o suspiro dos casais apaixonados,
Nem o mel de suas juras de amor eterno.

Não quero a pureza do olhar de uma criança,
Nem o seu coração mais puro ainda.
Não quero o triste canto de algum pássaro perdido,
Nem trocá-lo pelo meu, ainda mais sofrido!

O que eu quero, oh amado!
É simples como uma brisa,
Singelo como um olhar,
O que eu quero é te ver.

Para conversarmos um pouco,
Para eu te abraçar mais um pouco.
Para eu poder chorar o meu último pranto,
Nos teus braços... Não nos de outro!

E que minhas lágrimas rolem...
Direto da minha dor.
Direto do meu amor...
Para o fundo da tua alma.

Para que quando as tiver
Assim, sublimadas dentro de ti,
Possas sentir tudo o que há
Sublimado dentro de mim...

sábado, 12 de março de 2011

Olhos de promessas

Que saudade dos teus olhos
De tantas promessas.
Ai quem me dera guardá-los
Para sempre!

Quero beijá-los,
Segui-los eternamente.
Não posso mais viver assim
Tão descontente!

Irei louvá-los!
Agradecer constantemente,
O dia em que meus olhos cansados
Encontraram teus olhos amados.

Os teus olhos amor
Doce quimera....
Serão a primavera dos meus dias.

Serão meu sonho,
Meu porto seguro.
Minha doida fantasia.

Prometo-te amor
Não amar
Outros assim.

E dedicar-me
Inteiramente a este santo dever,
Protegê-los com todo o carinho
Que há em meu ser...

Acaso não sabes...

Acaso não sabes...
Querido Anjo.
Quando lanças tua voz
Assim ao vento,
levantas tão sublimes
Palmas brancas,
Vão-se minhas dúvidas
Meus medos...

Acaso não sabes...
Querido Anjo.
Quando lanças tua voz
Assim ao vento,
Mandas para longe
Meus tormentos.
Incendeiam-se meus lábios
Meus pensamentos...


Acaso não sabes...
Querido Anjo.
Quando lanças tua voz
Assim ao vento,
Arrebatas para ti
Todas as cores.
Abrem-se minhas flores,
Meus vulcões...

Acaso não sabes...
Querido Anjo.
Quando lanças tua voz
Assim ao vento,
Revelas para mim
Os teu segredos.
Derramam-se meus sonhos,
Meus desejos...

Acaso não sabes...
Querido Anjo.
Quando lanças tua voz
Assim ao vento,
Imploras com ternura
Por meus beijos.
Apagam-se minhas dores
Meus anseios...


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Modesta opinião

“Tu foi ou é grande amor da minha vida”. Imaginem só alguém dizer pra gente essas palavras.
Será que algum de nós, sabemos ao certo a profundidade que é isso. Ser o grande amor da vida de alguém.
Todo mundo merece viver um grande amor, e é por isso que ninguém merece ser amado pela metade.

Mas nem todo mundo é maduro o suficiente pra viver um grande amor. As vezes, nem o reconhece, ainda que o mesmo esteja bem diante do seu nariz. E isso, nada tem a ver com idade. Podemos ser independentes financeiramente, ter mais de 30 anos, e nos comportarmos como garotinhos e garotinhas medrosos.

Que situação! As vezes temos medo de ser feliz, de amar e ser amado. Não raras vezes, pensamos que estamos buscando o amor, quando na verdade o estamos evitando, retardando. Mas eu não falo de paixõezinhas, as quais vêm depressa e vão-se mais ainda. Mas sim no amor que dura pra sempre, que resiste ao tempo, a distância, a morte.

É! Eu faço parte do pequeno e seleto grupo que ainda acredita veemente nisso. E ai de quem me julgar por isso, (risos).

Não se abrir para o amor é a pior besteira que alguém pode fazer na vida. Porém, nem sempre é fácil abrir a guarda para o amor. Aí vem a lista dos porquês: medo de errar, medo de não dar certo, medo de ser deixado, medo de ser traído... Medo, medo, medo. Temos que ter forças para vencer esse nosso companheiro de vida, pois sim, ele sempre estará conosco. Durante toda a nossa trajetória nesse mundo. É preciso achar um jeito de driblá-lo. Se não, não vamos viver e sim sobreviver. E isso já é quase que morrer.

Ah! o amor. É ele que nos move. Quem diz o contrário mente para si mesmo. Ninguém é auto suficiente o bastante para ser, estar sozinho. Precisa-se de coragem, de coração, de emoção, de explosão, para se viver um grande amor.

Mas principalmente precisa-se escolher vivê-lo, senti-lo e bebê-lo até a sua última gota. Essa é minha modesta opinião. Já falei e vou repetir não se abrir para o amor é a pior besteira que eu, tu, ele, nós, vós e eles podemos fazer na vida.