Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Não beijos vazio,
Como a indiferença,
Mas beijos repletos
De mistérios!
Um mais profundo
Que o outro.
Um mais quente
Que o outro.
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos com infinitos significados,
Todos interligados,
Com aquele sentimento
O qual é maior que a fé,
E a esperança,
E a vida e a morte.
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos molhados e secos
Com língua, sem língua
Torto e direito.
Quero beijos nos meus olhos,
Pescoço, e mãos.
Mas principalmente,
Quero alguém que beije
Minha emoção!
Minha razão!
Minha alma!
E meu coração!
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
De amacinhos,
De carinhos,
De cafunézinhos,
De abracinhos
E todos os "inhos"
Que eu tenho direito.
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
Só,
Dos meus beijos!
Só,
Da minha pele!
Só,
Das minhas unhas!
Só,
Dos meus cabelos!
E, particularmente
Só,
Das minhas loucuras
E versos estranhos!
É pedir muito?
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
Maior que a minha,
De mim!
(Lê Costa)
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