segunda-feira, 25 de maio de 2015

Lembranças

A cena de Sete Vidas a qual mostra o encontro dos irmãos num parque de diversão foi realmente a mais linda que já vi na tv e causou um extremo impacto em mim.  A personagem Julia em uma cena anterior falava sobre os laços construídos entre irmãos através de lembranças de coisas simples como natais e passeios em parques que ela e os irmãos não tiveram, o que tecnicamente tornava a relação entre ele mais frágil. Voltando a cena do parque, me emocionei de tal forma que a novela terminou e minhas lágrimas ainda não haviam parado de cair. Me fez pensar em momentos da minha infância a qual passei ao lado de irmã que já faleceu. A saudade dos passeios no parque, dos aniversários, dos natais,  da presença dela, da sua voz, do seu abraço, do seu sorriso. Pequenas porções de felicidade infinita as quais não entendemos a sua grandeza na hora que se sucedem.   (Lê Costa)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Depois da paixão, resta o amor... e  ele pode e deve ser bem ardente... pode e deve ser cheio de romantismo... (EG)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

TEMPO, MANO VELHO


O tempo passa tão depressa... um ano, dois anos, três anos e lá já foram quatro anos que comecei a escrever aqui no blog. Lendo algumas coisas fico me perguntando se fui eu mesma que escrevi. 
Coloquei aqui tantas palavras tristes, poemas tristes e amargurados mas ainda sim todos com muita ternura. Interessante que como em alguns poemas ainda me sinto como uma criança desamparada as vezes (risos), ou uma mulher perdidamente apaixonada, alguém extremamente sensível, que droga! Isso tudo, ser como eu sou me destrói, sabe?  Tem vezes que eu queria ser mais forte, sem tanto sentimento. 

O que é ser poeta?

Um dia uma linda flor estava a cismar
E a se perguntar,
O que é ser poeta?
E uma andorinha que passava por ali
Tratou de responder a tal pergunta
E foi logo dizendo assim:

_ Ser poeta é ser Estrela
Derramar durante a vida
Inteira uma cascata de luz!

Afinal, o poeta é um Ser de Outro Planeta,
Um planeta que só ele conhece,
Pois só ele é que entende
Os insondáveis mistérios,
Não os da mente,
Não os da razão,
Mas os da alma,
Os do coração,
Isso sem falar nos da paixão.

Ser poeta é ser um Príncipe,
Ou uma Princesa.
De reinos encantados e distantes
Que beleza!

Mas ser poeta também é ser tristeza,
Pois nascer poeta é nascer estranho,
Com uma chaga aberta pela dor... Pela incerteza,
Nascer poeta significa com certeza,
Nascer um ser que é todo feito de amor!

Ser poeta é também ser como um Enigma,
Misterioso e indecifrável,
Até para a Esfinge,
Até para ele mesmo.

Cada poeta é Um poeta,
Cada um tem um seu jeito que é só seu,
Cada poeta trás consigo,
Uma pérola escondida
Que ninguém pode ver, tocar, compreender,

Ser poeta é ser Andorinha,
Assim como eu,
Mas com uma diferença
Ele não tem asas, como as minhas.
Mesmo assim ele voa... voa alto... voa longe...
Chegando a lugares
Onde nem eu mesma chegaria.

Ser poeta é ser Sozinho.
Trancado na torre
De si mesmo.
Em algum lugar
Situado no infinito...  (Lê Costa)