Pensamentos e sentimentos
Tudo que se passa no mundo aqui de dentro da cabeça e do coração...
quarta-feira, 25 de setembro de 2024
NOTA
segunda-feira, 23 de setembro de 2024
Hipérbole do coração
TONICO
terça-feira, 3 de janeiro de 2023
EM FEVEREIRO
HO JE CHOREI...
LEMBREI DE VOCÊ
DO TEU SORRISO TÃO ALEGRE.
DA TUA LUZ RARA,
NUNCA VI UMA LUZ TAO LINDA
CLARA E LEVE...
FOI MUITO FACIL TE AMAR!
HOJE CHOREI...
LEMBREI DE VOCÊ.
A MAIOR HONRA QUE TIVE EM VIDA
FOI SEM DUVIDA TE CONHECER.
SINTO SUA FALTA...
MAS TAMBEM ME SINTO GRATA
POR VOCE TRANSFORAR A MINHA REALIDADE.
ENCORAJAR MEUS SONHOS,
ENSINAR SOBRE EMPATIA, BONDADE,
QUE DEVEMOS SER JUSTOS SEMPRE
AH! QUE SAUDADE
FOI TAO FACIL TE AMAR!
HOJE CHOREI...
LEMBREI DE VOCÊ.
CANTANDO UM
VELHO SAMBA DE CARNAVAL...
AH! VOCÊ AMAVA TANTO O CARNAVAL
QUE A VIDA O DESTINO, UNIVERSO,
UM PODER SUPREMO
SEILA TE LEVOU
JUSTO EM FEVEREIRO...
IMAGINO TUA ALMA CANTANDO
RUMO AO CÉUS
'OH ABRE ALAS QUE EU QUERO PASSAR"
AH! PAI, FOI TÃO FACIL TE AMAR!
EM MEMORIA AO MELHOR PAI DO MUNDO. MEU PAI VILMAR... EU VOU TE AMAR PRA SEMPRE!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
Lá se vai 2022
Não posso me queixar!
O tanto que esse ano me deu...
Consegui superar o insuperável.
Quebrei algumas velhas correntes enferrujadas.
Voltei o olhar para dentro.
Mas ao reler textos antigos,
Vejo que há coisas que nunca mudam em mim.
E continuo sendo como uma crianca abandonada.
Há espera de algo que nunca veio,
Pórem, isso não mais devasta minha alma.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Borboletas azuis
Sei que não o pediu nem o queres.
Mas preciso dizer-te o quanto teus olhos Castanhos serenamente cativaram-me.
Mesmo sem tu pedires ou buscares por mim.
Te fiz um breve poema como quem canta a Uma estrela distante...
A qual não posso alcançar,
Mas isso não me impede de te adorar.
Te fiz um breve poema,
Pois tua voz doce ainda soa em meu ser.
E voam como borboletas azuis.
Eu ainda não a esqueci.
Mas sei que o tempo se encarregará de
Silencia-lá em algum momento
Ou fração de segundos eternos
Onde a ternura é aprisionada
Sem dó na cela da desventura!
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Porta retrato
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Adeus, amor
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Lembranças
segunda-feira, 18 de maio de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
TEMPO, MANO VELHO
O que é ser poeta?
E a se perguntar,
O que é ser poeta?
E uma andorinha que passava por ali
Tratou de responder a tal pergunta
E foi logo dizendo assim:
_ Ser poeta é ser Estrela
Derramar durante a vida
Inteira uma cascata de luz!
Afinal, o poeta é um Ser de Outro Planeta,
Um planeta que só ele conhece,
Pois só ele é que entende
Os insondáveis mistérios,
Não os da mente,
Não os da razão,
Mas os da alma,
Os do coração,
Isso sem falar nos da paixão.
Ser poeta é ser um Príncipe,
Ou uma Princesa.
De reinos encantados e distantes
Que beleza!
Mas ser poeta também é ser tristeza,
Pois nascer poeta é nascer estranho,
Com uma chaga aberta pela dor... Pela incerteza,
Nascer poeta significa com certeza,
Nascer um ser que é todo feito de amor!
Ser poeta é também ser como um Enigma,
Misterioso e indecifrável,
Até para a Esfinge,
Até para ele mesmo.
Cada poeta é Um poeta,
Cada um tem um seu jeito que é só seu,
Cada poeta trás consigo,
Uma pérola escondida
Que ninguém pode ver, tocar, compreender,
Ser poeta é ser Andorinha,
Assim como eu,
Mas com uma diferença
Ele não tem asas, como as minhas.
Mesmo assim ele voa... voa alto... voa longe...
Chegando a lugares
Onde nem eu mesma chegaria.
Ser poeta é ser Sozinho.
Trancado na torre
De si mesmo.
Em algum lugar
Situado no infinito... (Lê Costa)
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
O mais doce sonho
E eu queria poder dizer-te
Que te amo.
Mas a vida tem dessas coisas
E nem tudo é pra ser.
Sei que um dia
Serei feliz.
Da minha vida.
E impossível também... (Lê Costa)
domingo, 16 de outubro de 2011
Eu queria tanto ter dançado na tempestade de hoje
Eu queria tanto ter dançado na tempestade de hoje...
Mas me detive... apenas em olhá-la pela vidraça vazia.
Imaginando onde andariam teus olhos cheios de flores,
Tão grandiosos e doces...
Eu queria tanto ter dançado na tempestade de hoje...
Mas me detive... apenas em olhá-la pela vidraça vazia.
Relembrando teu sorriso infinito... delicado e
Bonito como as gotas daquela chuva.
Eu queria tanto ter dançado na tempestade hoje...
Mas me detive... apenas em olhá-la pela vidraça vazia.
Senti que meu coração queria saltar e bailar com
Aquela água tão fria... e chorosa.
Eu queria tanto ter dançado na tempestade hoje...
Se isso fosse trazer-te para perto de mim ou tu seres
Tomado de um amor forte... e sem fim
Eu juro que eu teria morrido dançando, cantando... te amando.
Mas quem sabe em outra estação...
Nas próximas chuvas...tu estarás aqui...
E dançaremos juntos na tempestade,
Na noite estrelada de cores, no dia ensolarado de amores... (Lê Costa)
sábado, 8 de outubro de 2011
Viva o Carpe Diem!
Somos movidos pelo combustível da urgência, parece que não existe em nossos
dicionários palavras como, paciência e moderação, afinal, somos tão jovens.
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Nos jogamos de cabeça, em todos os objetivos e sonhos, os quais julgamos serem
os mais importantes, arriscamos tudo, porque se não der certo, se viermos a errar
em nossas escolhas, isso não terá a menor importância, pois temos todo o tempo do
mundo para corrigi-las.
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Quando estamos perto dos trinta e fazemos uma análise dos objetivos e sonhos os
quais priorizamos na adolescência e no início da fase adulta, podemos novamente,
salvo em raras exceções, chegarmos a conclusão de que eles não eram tão importantes
assim, e os importantes mesmo, foram absurdamente negligenciados por nós, pela
nossa visão ainda tão limitada, é aí que a pergunta fatídica nos vem, dos subterrâneos
correndo cada vez mais rápido, enquanto que nós, já não conseguimos alcançá-lo e ficamos assim,
nos sentindo traídos, afinal outrora ele fôra tão nosso amigo!
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Podemos também chegar a outra conclusão, provavelmente a única importante,
chegamos nos trinta, daqui a mais trinta serão sessenta!Brincadeirinha( risos).
Mas essa não era a questão, em épocas de bio-combustíveis, não nos esqueçamos
do combustível da urgência é importante que ele não nos falta principalmente agora!
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Portanto nós os quase-trinta, já trinta! Quarenta, cinquenta e etc., enchamos o nosso tanque dele!
Vai ser melhor, nossa visão não é mais tão embaçada como antes.
Sigamos o conselho do poeta de todos os tempos, Pablo Neruda, "É AGORA A HORA
E ONTEM É A HORA E AMANHÃ É A HORA"!
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Não percamos tempo, pois convenhamos , chegou o momento de tomarmos as
decisões certas, aquelas realmente importantes,
aquelas que nos farão realmente felizes!
Deixe-mos o medo de lado, nós crescemos, somos gente grande.
E VIVA O CARPE DIEM!
Descoberta
Terra seca

De trevas!
Até quando
Manter-me-ás cativa?
Quem poderá saber
O que tu esperas?
Já não cansaste
De ouvir os meus gritos?
Acaso pretendes ver-me
Morrer por dentro,
Até que eu vire como que
Uma raiz nascida em terra seca?
Ou será que estás
A testar-me,
Para que possas contar
Quantas lágrimas cabem
Dentro de meu ser?
Oh, torre fria de dores!
Tu nunca compreenderás
Como é triste amar e esperar,
Alguém, que em tempo algum,
Jamais virá. Lê Costa)
domingo, 2 de outubro de 2011
Oásis Furioso
Meu amado, aMar-te-ei para seMpre.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Prazer receoso

Deveriam enxergar.
O que eles visualizam
É algo que me conforta
E perturba.
Uma mistura de euforia
E temor.
Uma espécie de
Prazer receoso
Sei lá.
Só sei que,
Por todo lugar
Onde repousa o meu olhar
Só enxergo tua imagem bendita.
Teus olhinhos de menino
Quase-homem.
Tua boca tão convidativa e vermelha
Como se fosse a primeira maçã do mundo.
Aquela feita por Deus no dia da criação.
Ah! Que sabor deve ter a tua boca príncipe!
Será tu aquele que eu procuro?
O qual traz nos lábios uma sede infinda de beijos?
O único? O abençoado? O eleito?
O príncipe bem-amado?
Mas o que adianta,
Se tu não sabes como eu me sinto
E eu não tenho coragem de dizer-te a verdade.
Tudo por causa desse prazer receoso.
Que ao mesmo tempo satisfaz e perturba.
Tudo porque tu trazes no olhar,
Essa encantadora ternura.
Esse jeito “tão inocente” de saber o que é amar.
Saibas, és tu o príncipe que mora no meu desejo,
No meu anseio, na minha ilusão angustiada
De aprender e sentir o que é amar e ser amada.
Ah! Romeu. Meu Romeu!
Pelo menos nos meus sonhos tu és meu.
E eu beijar-te-ia como tu nunca foste beijado!
Amar-te-ia como jamais foste amado!
Falar-te-ia versos todos bonitos e puros.
Pois meu coração tem uma voz misteriosa,
De onde exala o perfume de todas as rosas
E são elas todas para ti!
Para enfeitar o caminho
Por onde passares.
E os lençóis, que tanto invejo.
Onde repousam teus braços,
Teus cabelos, tudo enfim
Que há em ti.
Que me alegra e desespera.
Enche e esvazia.
Arde e esfria.
Ilumina e escurece. (Lê Costa)
Subconsciente

O farol a guiar o teu barco.
E minhas mãos pequeninas,
A delicada carícia
A afagar o teu peito.
Ah! O teu peito amor.
Que grandes mistérios
Esconde este sujeito.
Com certeza há nele
Incontáveis belezas.
Mal posso esperar para vê-las!
Hão de serem os meus lábios,
O fabricante do néctar sublime.
Sem o qual tu não mais sobrevives.
Se não bebê-lo a todo instante,
E muito mais do que sempre.
Pois não é menos que eternamente,
Que dura um amor como esse.
Mesmo que ainda não o acalente (eu acho)
Em tua razão consciente.
Porém Romeu,
O teu coração não mente.
Dera-me ele tantos sinais,
Que já não sou mais tão descrente! (Lê Costa)
Farol amigo

Pois quisera o destino
Fazê-la tua.
Num instante infinito
De imensa ternura.
Num olhar,
Que ao mesmo tempo
Acalma e perturba.
Acredite quando digo,
Que tê-lo aqui comigo
Enche-me de alegria
De euforia e de paz.
Guarda com carinho
A minha alma amado!
Pois nunca foi
Tão doce sonhar.
Antes andava eu
Como uma morta viva
A vaguear.
Porém tu foste
O farol amigo
O qual me guiou
Na pior escuridão
Que já vivi.
Tu sabes bem o que digo.
Antes de tu apareceres,
Eu era apenas
Um passarinho,
Que já não tinha
Nem voz,
Nem esperança,
Nem um simples ninho
Para onde regressar.
Por isso peço-te,
Não destrua as minhas asas.
Ou pelo menos o que sobrou delas.
Guarda com carinho
Meu coração amado!
Caso contrário,
O mundo todo
O verá silenciar.
Por simplesmente
Não mais suportar,
O peso de realmente
Vir a acreditar
Que não nasceu
Pro amor, ser amado
E amar. (Lê Costa)
Menos tu
Assim como o amor,
E eu não queria amar.
Eu só queria fugir
Pra um lugar bem longe
De mim.
Onde eu seria outra pessoa,
Não eu.
Assim como o amor,
Amar-te é um mistério insondável.
E eu não queria amar.
Amaria sim com toda a minha alma
Os lírios do campo,
O frio congelante.
A brisa marinha,
A noite estrelada,
Tudo que há de melancólico e belo,
Menos tu.
Porém ainda que pareça loucura
Amo-te acima de todas as coisas.
Mas eu não queria amar...
Eu só queria fugir...
Pra um lugar bem longe
De mim.
E desse miserável coração. (Lê Costa)
Lágrimas

O nosso Aurélio diz o seguinte "gota de humor segregado pelas glândulas do olho", essa é uma definição física. Mas há muito mais coisas contidas numa lágrima.
Quando perdemos alguém querido arrebatado pela morte, derramamos muitas dessas ditas lágrimas. É que sabemos, nunca mais veremos aquele rosto tão amado. Não ouviremos mais aquela voz, aquele riso e nem teremos mais aquele abraço. Isso nos provoca uma dor imensa, pois sabemos, uma separação pela morte é algo definitivo. Assim experimentamos sentimentos de dor e tristeza, e inevitavelmente elas chegam... As lágrimas.
Outro exemplo, quando vemos a primeira vez o rosto de nosso filho e ele dar os seus primeiros passos, isso nos enche de felicidade de alegria e novamente elas podem surgir... As lágrimas. São inúmeros os exemplos, mas realmente o certo é que elas irão nos acompanhar durante toda a trajetória de nossas vidas, quase todos os momentos que vivenciarmos as mais variadas emoções elas estarão lá. Talvez para que não venhamos a nos sentir tão autossuficientes, duros como pedra em meio uma sociedade a qual tenta cada vez mais esconder seus sentimentos. Lá estarão elas, para entregar o que realmente se passa no mundo aqui de dentro.
Mas não podemos deixar de analisar outro exemplo, é quando estamos amando alguém e temos essa pessoa ao nosso lado, que maravilha numa situação assim com certeza poderíamos derramar lágrimas de pura alegria, mas e se de repente tudo desmorona? E o que achávamos que era já não achamos mais? E se o dia claro se tornou em noite escura? E a suave brisa se transformou em temporal?
Então experimentamos o vazio a decepção a dor, e qual o provável resultado?... Mais lágrimas... Uma chuva delas.
A poeta portuguesa Florbela Espanca de uma forma simples e muito sensível descreveu o seguinte...
“-E as lágrimas que choro, branca e calma, ninguém as vê brotar dentro da alma! ninguém as vê cair dentro de mim."
Seja o sentimento que for que se sinta dor, raiva, alegria, decepção, amor, as lágrimas não curam as feridas que os olhos não podem ver, mas aliviam e lavam a alma. (Lê Costa)
A sonhadora

Já não ousa mais sonhar
Deixando-se levar pela amargura.
Podem me chamar de sonhadora,
Pois eu ainda creio
Na vinda do Prince Charmant...
Como audaz cavaleiro em velhas lendas.
Podem me chamar de sonhadora,
Pois a cada manhã quando acordo
Vejo diante de meus olhos
A sombra da lembrança do teu rosto.
Podem me chamar de sonhadora,
Pois continuarei levando em meu peito
A essência de teu amor quase perfeito.
Podem me chamar de sonhadora,
Pois continuarei assim, mesmo acordada sonhando.
Guardando no coração da alma os sonhos que jamais esqueci. (Lê Costa)
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Não há coincidências
A Vera se parece muito comigo não em tudo mas me identifiquei bastante com ela até compartilhamos algumas dúvidas iguais e chegamos as mesmas conclusões. Achei muito interessante esse trecho do livro quando a Vera diz o seguinte:
"Quando sonhamos muito, corremos o risco de deixar de viver neste mundo, passamos para outra dimensão e não rara vezes levamos conosco aqueles que amamos.
E aquilo com que sonhamos, passa a ser o nosso desejo e é em função disso que respiramos, vivemos, adormecemos e acordamos"
A Vera amou a vida inteira o João e este acabou se casando com outra, mas não foi muito feliz. Depois ela conheceu o Manel, foi o que se pode chamar de amor a primeira vista e no mesmo dia que o conheceu, acabou ficando com ele. Mergulhou fundo nesse relacionamento, ela o amou muito e para variar ele não deu valor nenhum para esse amor, o qual terminou tão rápido como quando começou.
Para mim ele era como dizem os portugueses "um parvo" um imbecil. Pois, ainda que a mesma tenha pisado na bola, se ele sentisse alguma coisa verdadeira a teria perdoado. Maria, amiga da Vera, disse o seguinte: _"Quando se ama tudo se perdoa, nada se esquece, mas tudo se perdoa."
Na carta de despedida da Vera para o Manel, ela descreveu-se da seguinte maneira: "Talvez não sintas tudo a flor da pele como eu, que sou feita de coração, nem sei porque é que Deus me deu miolos, nunca os uso para as coisas mais importantes"
Realmente ser uma mulher feita de coração não fácil, mas fazer o que? Se não temos forças para mudar a essência do que somos. Para quem quiser ler, recomendo, é um bom livro o melhor que li desta escritora.
Para finalizar, termino com um fragmento do livro que segundo minha opinião é uma realidade.
"O tempo está para o amor como o vento para os incêndios. Apaga os fracos e ateia os fortes. É uma espécie de teste, uma prova cega, uma forma inequívoca de clarrificar aquilo que tanto queremos chamar amor e que não é mais do que o minúsculo embrião de um futuro incerto e tantas vezes improvável. Mas o amor está para o tempo como uma vela acesa ao luar, tremula impaciente, frágil, volúvel, fácil de acender e ainda mais fácil de apagar" (Lê Costa)
Espaço não ocupado por coisa alguma

Como um passarinho,
Em sua gaiola sem porta.
Para que ele,
Não voe até tua morada
E revele a ti o quanto sofro.
Por não ter o teu amor
Por não ter a tua calma.
Prometo controlar o meu pranto. Dominá-lo!
Para que ele,
Rolando por essas ruas sombrias,
Não deixe nenhum rastro
Dessa dor que me sufoca.
E assim venha a impor medo aos novos apaixonados
Fazendo-os desistirem de amar e ser amados.
Com medo de serem invadidos
Por um sentimento parecido
Que é tão doído!
Prometo controlar minha saudade. Ignorá-la!
Para que ela,
Acometida de um delírio insano
Não sai por aí
Batendo de porta em porta perguntando:
Em que planeta tu te escondeste de meus carinhos?
Prometo controlar o meu amor. Sufocá-lo!
Para que
Nunca mais
Venhas ouvir falar
O quanto sofri, chorei, senti tua falta.
E muito menos que
Todos esses verbos se fossem conjugados corretamente
Não ficariam no tempo passado.
Prometo
Anjo
Ficar no vácuo.
Onde não existe nada.
Nem desejo,
Oxigênio,
Sonho, ou
Mágoa. (Lê Costa)
Libertem as vossas asas!

Para vós foram dadas,
Então porque não usá-las?
Não escondam do mundo
As vossas asas!
Antes, voem!
E que o vento,
Nascido do bater de tantas asas,
Mude o curso da vida,
Do amor, da política,
E porque não da história?
Porque todos vós sois dela,
Escritores, roteiristas,
Diretores e principais atores.
Não as escondam!
Antes, as desamarrem!
Ouvidores e entendedores
De estrelas,
Sejamos os fisioterapeutas
Desses milhões e milhões
De asas, as quais
Estão quase que completamente
Atrofiadas!
Eis aí, a nossa dura missão!
Sair clamando pelas ruas,
Como que profetas, diante
De nossa amada e idolatrada nação,
A seguinte afirmação,
Inefáveis asas,
Para vós foram dadas,
Então porque não usá-las? (Lê Costa)
Contradição
Diga-me amor meu
Como não amá-lo?
Se há em tua essência
O suave movimento das asas de um pássaro
E uma ternura tão imensa,
Como as águas que existem em toda a Terra.
Águas doces... Águas salgadas...
Doces como os teus beijos,
Teu amor,
Tua entrega.
Salgadas como a tua pele,
Teu suor,
Tuas lágrimas caladas e consteladas
As quais caem de teus olhos.
Olhos de amar de mar de cielo.
Deixa-me amar teus olhos tão singelos
Tão eternos e tristes!
Colher teu sabor, tua flor, tua dor,
Pois só eu conheço o teu segredo amado!
Sei que há uma rosa vermelha em teu coração.
Porque insiste em não dá-la a mim
Que o amo? Porque insiste em fazer o contrário?
Da mesma maneira que
Há uma rosa vermelha em teu coração,
Há uma lança em tuas mãos.
A qual usas, para lacerar-me as asas.
Ferindo-as sem nenhuma compaixão. (Lê Costa)
domingo, 18 de setembro de 2011
Vencidos

Ainda ouço tua voz
Acariciar-me o coração.
Vejo em teus olhos
Um bosque, impenetrável e escuro.
Mas sei que lá no fundo
Há um tesouro de valor inestimável.
Tu não o sabes.
Mas um decreto irrevogável,
Foi selado com o anel do rei
Chamado destino. E ele diz:
Que sou eu a abençoada, a bem-amada, a única,
Capaz de levar a esse tenebroso lugar
Todo o pulsante e vivo e intenso amor,
O qual aquecerá e iluminará
Tua alma aparentemente inconquistável.
Então me permita o amar, amado.
E entenderá a profecia que uniu as nossas vidas
Tornando-as uma só.
Por todos esses motivos
Nem eu, nem tu, nem nada,
Poderá nos separar.
É inútil tentar
Demo-nos por vencidos! (Lê Costa)
Cenário do nosso amor

Distante dos meus braços,
Ouço ao longe,
Uma voz que diz:
_ O passado não volta jamais!
Segue em frente...
Escreve uma nova história...
Mas vem de algum lugar,
Talvez dos subterrâneos
Da paixão, um grito latente
Em meio à escuridão.
Voz rouca cheia de emoção,
Embargada de soluços.
Embriagada de lágrimas
Que suplica por outro momento!
Outro beijo!
Outra noite!
Outro dia!
Outro pôr-do-sol
Lá no Guaíba!
Porto Alegre de alegria,
De desejo e fantasia...
Ou talvez,
Porto Alegre fria...
Vazia, sem cor...
Cidade da melancolia...
Dos amores mil...
Das lindas gurias...
Dos poetas imortais...
Dos suspiros sem iguais...
Não há outra mais bonita!
Minha terra tão querida!
Meu porto dos casais...
Cenário do nosso amor,
Pois sinto perto, quem está longe...
Distante dos meus braços,
Ouço ao longe,
Uma voz que diz:
_ O passado não volta jamais!
Segue em frente...
Escreve uma nova história...
Mas vem de algum lugar,
Talvez dos subterrâneos
Da paixão, um grito latente
Em meio à escuridão.
Voz rouca cheia de emoção,
Embargada de soluços.
Embriagada de lágrimas
Que suplica por outro momento!
Outro beijo!
Outra noite!
Outro dia!
Outro pôr-do-sol
Lá no Guaíba!
Porto Alegre de alegria,
De desejo e fantasia...
Ou talvez,
Porto Alegre fria...
Vazia, sem cor..
Cidade da melancolia...
Dos amores mil...
Das lindas gurias...
Dos poetas imortais...
Dos suspiros sem iguais...
Não há outra mais bonita!
Minha terra tão querida!
Meu porto dos casais...
Cenário do nosso amor,
Posso assim chamá-lo?
Este algo que nos une...
Separa... Para reencontrar-se
Talvez agora? (Lê Costa)
Há vaga

No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.
Como ser uma mulher completa,
Feliz e realizada?
Se aqui dentro não há nada.
Que me faça perder tudo.
A lucidez e a calma!
Como deixar entrar na alma.
Um rosto desconhecido?
Um abraço ainda não experimentado?
Um desejo ainda não sentido?
Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.
Quero muito mais do que tenho!
Anseio por uma infinitude de momentos.
Repletos de risos, carinhos e beijos...
Ah! Os beijos!
Quero-os de todos os jeitos!
Impetuosos no meio da madrugada.
Molhados, no banho de chuva.
Recatados, no passeio de mãos dadas à tarde.
Misteriosos, na noite solitária onde mergulham os meus olhos...
Onde andarás tu, desconhecido amor?
Espero que encontres o meu singelo chamado.
Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.
Para outro coração
Também imperfeito.
Que um dia eu espero encontrar... (Lê Costa)
Tu que tens o céu e o mar no olhar
Ainda que eu não veja mais à rubra
Fogueira ardente que há em teus olhos.
E tuas pálidas e pequenas mãos
Não passeiem mais pela extensão
Do arquipélago de minha pele.
Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!
Ainda que um vento contrário,
Obrigue-lhe a navegar por outras águas
E a desbravar terras longínquas e estranhas,
Tu estarás ao meu lado.
Não me importa se é assim,
Dessa maneira obscura
Que tu estejas aqui.
O firme propósito, do meu coração
É nunca, jamais lhe deixar partir.
Ainda que outros bem-amados venham,
Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!
Não percebeste com que fogo de amor apaixonado,
Ainda que idealizado, marcaste
Não o coração do meu corpo.
Mas sim o coração da minha alma,
Não só as inicias, mas todo o teu nome.
Ah! O teu nome amor! Possui sete pequeninas letras.
Assim, como sete pequeninas cores possuem o arco-íris.
Assim como sete grandes e infinitas letras
Possui a palavra saudade.
Não importa que os meses, os anos, as estações passem...
Ainda que o mar seque
E não reste uma gota sequer.
E que as estrelas do céu se apaguem,
Uma a uma como lâmpadas queimadas,
Tu, que tens o céu e o mar no olhar
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!
Ainda que o meu canto cesse
E meus esperançosos olhos sejam fechados
Pelos gélidos, escuros e suaves dedos da morte,
Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás! (Lê Costa)
Soneto do olhar verde-avelã

Um verde que espanta e conduz
A todos que os amam a luz!
Mas tu me dizes não são verdes,
Meus olhos são cor de avelã!
Eu lhe digo: Não importa,
Pois neles há toda doçura do mel da maçã!
Teus olhos cor de avelã têm a cor
Da saudade, que me invade,
Sem piedade a cada manhã.
Teus olhos cor de avelã, cor de amizade,
Oh! Dulce! Não adianta os pedires de volta,
Eles são meus, desde agora e por toda a eternidade!
____________________________
Para ti Dulce, amiga que tanto amo
fiz este simples soneto.
Se eu pudesse
Tirar toda dor, todo o lamento
Apagar de tua alma, todo o tormento
Eu o faria agora! Nesse exato momento!
Se eu pudesse mudar os teus pensamentos,
Enchê-los de sonhos e de alegrias tantas,
Com o pequeno movimento de minhas asas brancas,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!
Se eu pudesse parar o vento,
Guardá-lo a salvo longe de todo sofrimento,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!
Se eu pudesse expulsar de teu coração
Oh querido! As sombras a escuridão,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!
Que a luz de Deus, a alegria e a coragem
Estejam sempre de mãos dadas contigo!
Carta para uma amiga

inesquecíveis em nossas vidas.
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Confesso-te, quando te encontrei pela primeira vez, não
fui tomada de amores por ti.
Olhei-te e pensei, essa criatura ostenta certo ar de
superioridade e também tive a impressão de que
tu não foste muito com a minha cara.
Lembra-te do ditado que diz que a primeira impressão
é a que fica? Tudo mentira.
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Retomando, aquele que é onipotente juntou as nossas
vidas, quando iríamos imaginar que moraríamos de baixo
do mesmo teto? Pois é, assim vivemos juntas, por dois anos
e eu pude conhecer-te melhor e então... Plim!
Num piscar de olhos surgiu a mais bela amizade do mundo.
Claro que certos conceitos teus me assustaram; ainda me
assustam, não os entendo, mas isso não faz diferença.
Vê amiga que ser único tu és? Como dizem por ai igual a ti
nem tirando Xerox! Nossa teu grau de narcisismo já é grande
agora vai triplicar!
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Quando fostes embora pelo mundo a fora, eu chorei, me preocupei
tanto que me deu uma crise de nervos e eu tremi feita vara verde!
Sabe por quê? Porque tu estarias longe de mim e assim eu não poderia
proteger-te se algo desse errado, mas enfim, tu foste e aprendeu a andar
com tuas próprias pernas, que orgulho! E me lembrou que não podemos
prender as pessoas que amamos do nosso lado, porque na vida chega uma
hora que cada um segue seu rumo.
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Du, sincera, honesta, segura e amiga,
tu és tudo isso e muito mais, mas não
posso citar tudo aqui, pois me faltaria papel.
Bom eu enrolei-te amiga com todo esse blá blá blá
para simplesmente dizer-te uma verdade irrefutável,
Eu te amo...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Angelita

Dona de uma graça infinita...
Onde andará? Em que esquina da vida...
Minha grande e inesquecível amiga...
Levas-te enrolado em teu vestido
Meu coração...
Oh! que saudade infinda.
Daquelas tardes em que eu podia
Ouvir teu riso cheio de luz... lamparina.
Angelita... menina que de tão bonita
Parece um anjo...
E o é...
Isso que seu doce nome significa...
Espero a tua volta... Teu colo amiga.
Tu és como uma campo cheio de flores
De todas as cores... perfumes...
E esse vazio que deixaste em meu peito
É como uma noite fria
Quero-te porque tu és minha!
Angelita menina que de tão bonita
Inebria... entontece...
Onde andará? Em que esquina da vida...
Minha grande e inesquecível amiga...
terça-feira, 30 de agosto de 2011
De onde vem grito que ecoa...
Grito que ecoa?
De que peito
Em desespero
Nasceste,
Teu clamor
Que hoje voa...
Pelo céu cinzento,
Pela noite em chama,
Pelos insensíveis
Braços daquele
Que tu amas.
De onde vens
Grito que ecoa?
Doem-me os ouvidos
Ao escutar
Teus suspiros,
Teus gemidos,
De criança sonhadora.
De onde vens
Grito que ecoa?
Derramam-se de ti
Queixas e mágoas,
Todas santas!
Que nem no mar
Caberiam, angústias tantas!
De onde vens
Grito que ecoa?
Porque só eu
Escuto-te a chorar
A esperar a volta
Daquele que nem
Um único dia se fôra?
De onde vens
Grito que ecoa?
Grito de espanto,
De dor, de amor,
Grito de anjo, de arcanjo,
De nuvem, de estrela,
De sonho...
De onde vens
Grito que ecoa?
_Venho das profundezas do coração da alma,não
de uma mulher, que apenas ama!
(Lê Costa)
Cria asas coração
Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Teu perfume
De jasmim,
Teu sabor de
Fruta da estação.
Cria asas coração!
Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Dar a ti,
Flores, beijos
E carinhos tua doce
E merecida redenção.
Cria asas coração!
Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Ouvir tua voz,
Teu canto de amor,
Abafa teu grito,
Abafa tua dor.
Cria asas coração!
Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Andar contigo
De mãos dadas
Pelo caminho,
Dos mistérios da afeição.
Cria asas coração!
Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Cantar contigo,
A cantiga da paixão.
Anda só com tua ferida,
Ando só com a solidão.
Cria asas coração!
Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Ser contigo
Um só sol,
Uma só lua e
Um só paraíso.
Cria asas coração!
Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Tua pura devoção,
Teu amor em fantasia,
Teu olhar em emoção,
Tua ternura em poesia.
Cria asas coração!
Não ames mais
Aquele,
Quem não quisera
Entender tua aflição,
Não de mágoa,
Pelo o que passou,
Mas do amor,
Que em teu peito ficou.
Cria asas coração!
O que tu precisas
Coração, não é de
Ajuda não! Não é
De piedade não!
O que tu precisas
É de voar livre,
Como uma pluma
Rumo à imensidão
Sem destino,
Sem direção,
E não ter medo não.
Pois espero eu,
Que seja esse
Teu último canto,
Para aquele
Outro coração,
Que na verdade
Nunca te amou.
Cria asas coração!
Vinho Forte
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Dos beijos teus.
Se assim o fosse,
Elas seriam
Tão doces!
Doces como mel
E não amargas
Como fel,
Pois nasceram
De uma dor
Incansavelmente cruel.
Bem se vê
Que não as conhece.
Afinal, não ficaram
Guardadas em teu coração.
Antes, foram todas
Sepultadas
Pelo chão.
Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Da tua boca.
Se assim o fosse,
Elas seria
Verdadeiras
Cascatas de luz,
De alegria.
E não cachoeiras
De trevas,
De agonia.
Bem se vê
Que não as conhece.
Afinal, são ela
Gotas vivas,
Do sangue de um
Amor que o tempo
Não levou.
Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Dos beijos teus
Se assim o fosse,
Elas seriam
Sol de verão,
Águas tranquilas,
E não geada
Em noite escura e fria.
Sem lua e estrela,
Sem sonho e poesia.
Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Da tua boca.
Ou será que
Eu me enganei tanto,
E assim como as
Minhas lágrimas,
A tua boca
tem o gosto
Mortal de um abismo?
Onde eu continuo
Caindo...Caindo...
Caindo...Caindo...
Não importa,
Apenas beije-me,
Uma última vez
Amado.
Pois, como dizem por aí,
"O amor é vinho forte,
mais forte que a própria morte".
E eu não quero
Morrer de bala,
De faca,
De doença,
De fome.
Eu quero morrer
Beijando-te,
Eu quero morrer
Amando-te,
Ainda que não me ames.
(Lê Costa)
Canção para sonhar
E como são grande
As suas asas!
São ternas e macias!
Cada peninha delas
É feita de sonhos
Fantasias.
Portanto, voa canto!... Voa!
Entre pela janela
Do quarto onde repousa
Aquele homem
Que tu amas.
E cante docemente,
A canção que tu Fizeste para honrá-lo,
Bendizê-lo, abençoá-lo,
Pois ninguém mais
No mundo nascerá Com aqueles olhos.
Então cante! Cante!
Não chore em sua presença.
Apenas faça-o sonhar.
(Lê Costa)
A canção do desalento
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está Chorando...
Mas não sabe ele,
Que a tristeza
Constante,
Nos parte em mil
Pedaços,
Tornando-nos escravos,
Quando na verdade,
O que queremos
É ser livres,
Como as mariposas,
Como o vento,
Como as aves migratórias.
Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está chorando...
Mas não sabe ele,
Que o seu pranto
Amargurado,
Mistura-se ao choro
Dos corações
Abandonados.
Assim, os dois
Unidos num só
Lamento,
Cantam juntos,
Uma só canção,
A canção do desalento.
Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está chorando...
Pois enfim,
O mau encanto
Está quebrando...
(Lê Costa)
Sede infinda
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Não beijos vazio,
Como a indiferença,
Mas beijos repletos
De mistérios!
Um mais profundo
Que o outro.
Um mais quente
Que o outro.
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos com infinitos significados,
Todos interligados,
Com aquele sentimento
O qual é maior que a fé,
E a esperança,
E a vida e a morte.
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos molhados e secos
Com língua, sem língua
Torto e direito.
Quero beijos nos meus olhos,
Pescoço, e mãos.
Mas principalmente,
Quero alguém que beije
Minha emoção!
Minha razão!
Minha alma!
E meu coração!
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
De amacinhos,
De carinhos,
De cafunézinhos,
De abracinhos
E todos os "inhos"
Que eu tenho direito.
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
Só,
Dos meus beijos!
Só,
Da minha pele!
Só,
Das minhas unhas!
Só,
Dos meus cabelos!
E, particularmente
Só,
Das minhas loucuras
E versos estranhos!
É pedir muito?
Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
Maior que a minha,
De mim!
(Lê Costa)
Simplesmente Letícia
Ninguém sabe o por quê
De eu ser assim.
É que nenhum deles foi tocado
Pela fada mal do amor.
E nem receberam de presente
Da angustia, uma dor
Como essa que transborda em mim.
Todos esses que me olham,
Me analisam, nunca,
Saberão ao certo quem eu sou.
Mas isso realmente, não me importa,
Pois daqui do meu castelo
Calmamente eu contemplo,
O corre-corre dessa gente,
As quais, nascem, crescem e não aprendem.
Que cá nesta vida, que é uma só,
É preciso ter coragem de dizer
E defender o que se sente.
Mesmo que pra isso
Se tenha que viver,
Incompreendido... Incompreendida...
Assim como eu.
Logo, prefiro não ser entendida.
Do que deixar de ser,
Simplesmente eu!
Do que deixar de ser,
Simplesmente Letícia...
Gigantes
E fecho só para ti,
Os meus olhos.
E nesse momento,
Nós, crescemos juntos amor!
Tornamo-nos como que
Dois imensos gigantes.
Pois só o amor, só ele
É que nos torna grandes.
Enquanto que os outros
Ao nosso redor,
Continuam pequenos,
Mesquinhos e imperfeitos.
Mas nós amor,
Continuamos crescendo,
E desse jeito,
Ultrapassaremos
O céu, o universo,
As dificuldades, as dúvidas
E o medo.
Afinal, porque sucumbir ao medo, meu amor?
Se perto daquele outro
Sentimento que nos une,
Ele é nada,
É pó,
O deitemos ao completo
Esquecimento!
Para que possamos
Erguer as nossas taças!
Cheia daquela bebida
Chamada vitória.
E celebrarmos
O nosso amor,
A nossa glória,
A minha boca,
A tua boca,
E as nossas inspirações
Tão poeticamente loucas!
Com os braços bem abertos para o amor
E dores, depois de
Uma perda dolorida
Disseram-me um dia:
Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!
Mas eu um ser sentimental por natureza
Continuei a amar...
Encontrei um novo amado
Que me fizera outra vez chorar.
E lá estavam as duas
Novamente a me avisar:
Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!
Mas eu um ser sentimental por natureza
Continuei a amar...
Encontrei um novo amado.
O qual quebrou-me em mil pedaços
E lá estavam as duas
Novamente a me avisar:
Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!
Mas eu um ser sentimental por natureza,
Novamente estou aqui,
Continuando a amar...
Pois como disse Drummond,
"Que pode uma criatura
Senão entre criaturas amar?"
AMAREI ENTÃO!
Com a mente e coração abertos.
Mas principalmente, com os meus
BRAÇOS BEM ABERTOS!
Palavras ditas... Jamais ouvidas
Palavras de amor
Que estão guardadas em mim!
Palavras queridas...
Palavras ditas...
Jamais ouvidas.
Vejo em seus olhos
Tanta ternura!
Tanta vida!
Pobres rejeitadas!
Ninguém as poderá ouvir!
Serão por isso inúteis
As vossas vidas?
Pois, para que
Nascerão as palavras de amor
Se não forem
Para serem ouvidas?!
Ouvidas por aquele
Único ser!
Ouvidas por aquela
Única vida!
Essa canção é para vós
Palavras de amor
Que estão guardadas em mim!
As quais morrerão comigo!
As quais morrerão em mim!
No dia em que
Eu deixar de existir!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Fênix

E está cheia de coisas estranhas...
Perdeu o brilho, a cor o perfume das rosas.
Seu cheiro agora é de sombras.
Hoje minha alma chora.
Tantas desencantadas lágrimas...
Não haverão mais sóis na madrugada.
Nem luas nas manhãs ensolaradas.
Hoje minha alma chora.
Frágil borboleta azul cansada...
Não pode mais voar, enxergar, levitar.
Transbordar de luz na alvorada.
Hoje minha alma chora.
Seu coração, geme e implora...
Ela está tão cansada de perder.
Que já deseja ir embora.
Hoje minha alma chora.
Ninguém entende seu pranto...
Nem sequer a vê.
Fecha teus olhos pra sempre.
Assim quem sabe
Amiga Irmã

De carne, osso, alma, flores e cores...
Onde em seu colo eu pudesse colocar a cabeça e chorar, desabafar...
E ela ao invés de julgar apenas me ouviria e abraçaria...
Em seus seu lábios eu sei
Haveria uma doce canção de ninar.
Com o poder de arrancar
Toda tristeza... Lágrima negra...
Eu gostaria tanto ainda de acreditar.
Que um dia eu a hei de encontrar.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Par perfeito

Par perfeito
Ainda que isso magoe
Teu coração.
Aonde eu vou, tu vais.
Quando me deito,
Tu estás comigo.
Quando levanto também.
Mas eu tenho que dizer-te,
Teus lábios são como rios congelados.
Teus abraços me dão calafrios.
E quando tu me olhas
Implorando por algum sinal de carinho,
Eu sinto vontade de cuspir-te a cara.
Mas o que eu posso fazer.
Já te mandei embora tantas vezes,
E tu numa atitude de demente
Continua a desejar-me endoidecidamente.
Que só me resta aceitar-te.
Então vem!
Reclina aqui no meu peito.
E sejamos para sempre
Um par perfeito.
Eu mulher...
E tu ausência...
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Plenitude de ser

Tu me vê de uma maneira tão pequena.
Mas não sou um grão de areia
Perdida na palma da tua mão.
Já fui sim,
Lágrima de amor perfeita.
E morei tanto tempo
Em teu rosto de mármore infinito.
Mas sabes,
Guardei em meu corpo
O aroma de orquídeas selvagens
Das montanhas que estão escondidas
No fim do arco-íris.
Para dar a um ser nobre e cortês.
Quente e luminoso como um sol de verão.
Com um olhar simples como os das pombas.
Que tenha a leveza das alegres borboletas
E a doçura terna e entregada dos cães.
Mas principalmente quero
Que as suas asas sejam
Como as minhas.
Quero reconhecer o seu canto
Assim como os pássaros fêmeas
Reconhecem e escolhem
O seu par pra toda a vida.
Quero alguém que me veja
Não de uma maneira distorcida.
Pois podemos olhar algo ou alguém
E mesmo assim não o ver
Na sua plenitude de ser.
Se for pra ser menos que isso
Prefiro que não seja ninguém.
Mas se algum dia
Eu o encontrar,
Nada poderá nos separar.
Até lá,
Prefiro a solidão acolhedora dos bosques.
E a companhia
Da madrugada chuvosa e fria.
Pois o inverno já nos envolve
Com seu abraços e beijos
De cristal de gelo.
Quando eu me for

Desci até as profundezas do oceano
E estive junto das mais lendárias criaturas.
As sereias me ensinaram o seu canto hipnótico.
E o as ondas, o poder sedutor do seu bailar
De azul submarino.
E era tão bom estar naquele lugar
De algas e águas tranquilas.
E tudo foi perfeito...
Até o dia que uma tempestade profunda e invejosa
Atirou-me de volta a superfície.
E desde então tenho tentado viver
Entre essa gente estranha aqui da terra.
Mas não sei até quando eu conseguirei.
Meu mundo não é esse.
Quero voltar para o infinito azul...
Mas quando eu me for
Não será para o orgulhoso mar.
Eu quero mesmo é voar
No glorioso céu dos céus...
Ali eternamente eu irei morar.
Chance

Pois não há nada
Nenhum fragmento deste sentimento
Dentro do meu peito.
E eu não sei viver assim.
Estar vazia de amor
É como estar vazia de mim.
Faz tanto tempo que eu o procuro
E não o acho.
Encontrei sim pelo caminho
Imitações dele
Do glorioso e iluminado, amor.
Mas nunca o tive perto.
Nem senti o vento do bater
De suas delicadas asas
Isso é certo.
O tempo é curto, a vida mais ainda.
E já não tenho certeza
Que algum dia
Iremos ter a chance de nos conhecer.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O intocável

As coisas simples
E ao mesmo tempo infinitas,
Não são mais sentidas
Pela maioria...
Mesmo assim eu ainda canto.
Como quem procura desesperadamente
Aquela pedra perdida e queimante, a vida.
Abro os meus ouvidos para
Quem sabe escutar algum som perdido
Nessa selva obscura e fria.
E sabe o que encontro?
O nada...
Nenhuma voz parecida com a minha.
Eu gostaria tanto de voar nas asas
De um raio de luz.
Receber um beijo da chuva.
Ganhar um coração ensolarado de tanta ternura.
Eu sei, sempre quero muito mais.
O inalcançável talvez
Trará a minha paz.
Mas e se ele for só uma quimera?
Irreal ilusão de uma antiga primavera.
É mais certo que o seja.
E o intocável, puro, e verdadeiro amor
Ainda perambula pelas ruas a minha espera.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Momentos são estrelas cadentes

Com clareza,
Dos muitos
Momentos de alegria
Em que eu guardei dentro de mim
Tantos beijos e abraços
Sem os dar e perceber
Que aqueles eram
Momentos de felicidade
Os quais por um motivo lógico
Eu não mais desfrutaria.
Esbaldar-me-ia em outros, claro.
Mas aqueles de novo
Jamais os teria.
Pois cada minuto de alegria
É único!
Eu não vivi intensamente minha alegria.
Nem a dediquei todo o meu ser.
Não dei tudo o que ela merecia.
Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...
Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...
E por falar em momentos,
Lembro-me dos de dor e agonia.
Das minhas pálpebras tão frias.
As quais sepultaram tantas lágrimas
Em vida.
Impedindo-as de verem
A terna luz do dia.
Talvez por esse motivo
Ouço as almas dessas lágrimas
Arrastarem correntes dentro de mim.
Afinal, foram muitas as tristezas
Guardadas aqui.
Eu não vivi intensamente a minha dor.
Nem a dediquei todo o meu ser.
Não dei tudo o que ela merecia.
Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...
Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...
E amor… Ah! o amor...
Já disseram tanto sobre ele.
Que não é eterno posto que é chama...
Outro, que jamais acaba...
Deixando as contradições de lado
Lembro-me dos momentos de amor.
Do passado.
Hoje penso o quanto errei,
Não por ter amado.
Mas ter demonstrando
Tão pouco meus sentimentos
Ao ser amado.
Devia ter enlouquecido
No bom sentido.
Dado asas a imaginação.
Estímulos mil ao coração!
Corrido de braços dados na chuva
Com minha doce e querida paixão!
Podemos fazer tanto.
Mas no fim fazemos tão pouco...
Eu não vivi intensamente o meu amor.
Não o dediquei todo o me ser.
Não dei tudo o que ele merecia.
Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...
Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...
Efêmera existência
Se ninguém é capaz
De dar o seu mundo a outro.
E cada vez mais vivemos isolados
Em nós mesmo.
Pensamos em primeiro lugar,
No dinheiro, erguemos altares a ele.
Sacrificamos tudo por esse grande deus.
Enquanto o mundo gira,
A vida passa,
E as pessoas, essas vão-se para sempre.
E como será daqui a 30 anos?
Quando acordarmos no meio da noite
E olharmos para outro lado da cama
O que ou quem encontraremos?
Um lugar vazio como nosso coração,
O talvez um rosto frio, desconhecido de alguém
Que passou longe de ser especial para nós.
Pois a vida passa...
As promessas não são cumpridas...
E a pessoa que mais nos tocou por dentro
Aquela que cada segundo ao seu lado seria
O melhor e mais incrível possível,
Nós a deixamos ir...
Virás em minha direção

Nessas horas de obscura aflição,
Acordei sobressaltada ouvindo:
_Virás em minha direção!
Meio atônita, levantei.
Perambulei pela casa
Tentando descobrir
De onde viera
Tão sublime afirmação.
Procurei em cada direção
Sai pelas ruas.
Perguntei até pra lua
Que me disse sorrindo:
_Olha para dentro.
Vasculha o baú das recordações.
Que tu saberás onde procurar.
Voltei pra casa.
E pus-me a revirar
Cada lugar de dentro de mim.
Onde eu pudesse algo encontrar.
Achei um bilhete
Que dizia...
“Virás em minha direção!”
E eu respondo:
Quando menos esperares
Estarei diante de ti.



