segunda-feira, 23 de maio de 2011

Momentos são estrelas cadentes

























Hoje lembro-me
Com clareza,
Dos muitos
Momentos de alegria
Em que eu guardei dentro de mim
Tantos beijos e abraços
Sem os dar e perceber
Que aqueles eram
Momentos de felicidade
Os quais por um motivo lógico
Eu não mais desfrutaria.
Esbaldar-me-ia em outros, claro.
Mas aqueles de novo
Jamais os teria.
Pois cada minuto de alegria
É único!

Eu não vivi intensamente minha alegria.
Nem a dediquei todo o meu ser.
Não dei tudo o que ela merecia.

Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...

Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...

E por falar em momentos,
Lembro-me dos de dor e agonia.
Das minhas pálpebras tão frias.
As quais sepultaram tantas lágrimas
Em vida.
Impedindo-as de verem
A terna luz do dia.
Talvez por esse motivo
Ouço as almas dessas lágrimas
Arrastarem correntes dentro de mim.
Afinal, foram muitas as tristezas
Guardadas aqui.

Eu não vivi intensamente a minha dor.
Nem a dediquei todo o meu ser.
Não dei tudo o que ela merecia.

Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...

Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...

E amor… Ah! o amor...
Já disseram tanto sobre ele.
Que não é eterno posto que é chama...
Outro, que jamais acaba...
Deixando as contradições de lado
Lembro-me dos momentos de amor.
Do passado.
Hoje penso o quanto errei,
Não por ter amado.
Mas ter demonstrando
Tão pouco meus sentimentos
Ao ser amado.
Devia ter enlouquecido
No bom sentido.
Dado asas a imaginação.
Estímulos mil ao coração!
Corrido de braços dados na chuva
Com minha doce e querida paixão!
Podemos fazer tanto.
Mas no fim fazemos tão pouco...

Eu não vivi intensamente o meu amor.
Não o dediquei todo o me ser.
Não dei tudo o que ele merecia.

Seria bom retroceder
Os ponteiros do tempo.
Ah! como seria...

Momentos... momentos...
São estrelas cadentes
Que se vão
Para todo o sempre...

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