terça-feira, 30 de agosto de 2011

De onde vem grito que ecoa...





















De onde vens
Grito que ecoa?

De que peito
Em desespero
Nasceste,
Teu clamor
Que hoje voa...

Pelo céu cinzento,
Pela noite em chama,
Pelos insensíveis
Braços daquele
Que tu amas.

De onde vens
Grito que ecoa?

Doem-me os ouvidos
Ao escutar
Teus suspiros,
Teus gemidos,
De criança sonhadora.

De onde vens
Grito que ecoa?

Derramam-se de ti
Queixas e mágoas,
Todas santas!
Que nem no mar
Caberiam, angústias tantas!

De onde vens
Grito que ecoa?

Porque só eu
Escuto-te a chorar
A esperar a volta
Daquele que nem
Um único dia se fôra?

De onde vens
Grito que ecoa?

Grito de espanto,
De dor, de amor,
Grito de anjo, de arcanjo,
De nuvem, de estrela,
De sonho...

De onde vens
Grito que ecoa?

_Venho das profundezas do coração da alma,não
de uma mulher, que apenas ama!
(Lê Costa)

Cria asas coração

























Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Teu perfume
De jasmim,
Teu sabor de
Fruta da estação.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Dar a ti,
Flores, beijos
E carinhos tua doce
E merecida redenção.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Ouvir tua voz,
Teu canto de amor,
Abafa teu grito,
Abafa tua dor.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Andar contigo
De mãos dadas
Pelo caminho,
Dos mistérios da afeição.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Cantar contigo,
A cantiga da paixão.
Anda só com tua ferida,
Ando só com a solidão.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Ser contigo
Um só sol,
Uma só lua e
Um só paraíso.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Que não quisera
Tua pura devoção,
Teu amor em fantasia,
Teu olhar em emoção,
Tua ternura em poesia.

Cria asas coração!

Não ames mais
Aquele,
Quem não quisera
Entender tua aflição,
Não de mágoa,
Pelo o que passou,
Mas do amor,
Que em teu peito ficou.

Cria asas coração!

O que tu precisas
Coração, não é de
Ajuda não! Não é
De piedade não!
O que tu precisas
É de voar livre,
Como uma pluma
Rumo à imensidão
Sem destino,
Sem direção,
E não ter medo não.
Pois espero eu,
Que seja esse
Teu último canto,
Para aquele
Outro coração,
Que na verdade
Nunca te amou.

Cria asas coração!

Vinho Forte




















Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Dos beijos teus.
Se assim o fosse,
Elas seriam
Tão doces!
Doces como mel
E não amargas
Como fel,
Pois nasceram
De uma dor
Incansavelmente cruel.

Bem se vê
Que não as conhece.
Afinal, não ficaram
Guardadas em teu coração.
Antes, foram todas
Sepultadas
Pelo chão.

Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Da tua boca.
Se assim o fosse,
Elas seria
Verdadeiras
Cascatas de luz,
De alegria.
E não cachoeiras
De trevas,
De agonia.

Bem se vê
Que não as conhece.
Afinal, são ela
Gotas vivas,
Do sangue de um
Amor que o tempo
Não levou.

Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Dos beijos teus
Se assim o fosse,
Elas seriam
Sol de verão,
Águas tranquilas,
E não geada
Em noite escura e fria.
Sem lua e estrela,
Sem sonho e poesia.

Não! As minhas
Lágrimas nunca
Tiveram o sabor
Da tua boca.
Ou será que
Eu me enganei tanto,
E assim como as
Minhas lágrimas,
A tua boca
tem o gosto
Mortal de um abismo?

Onde eu continuo
Caindo...Caindo...
Caindo...Caindo...

Não importa,
Apenas beije-me,
Uma última vez
Amado.
Pois, como dizem por aí,
"O amor é vinho forte,
mais forte que a própria morte".

E eu não quero
Morrer de bala,
De faca,
De doença,
De fome.
Eu quero morrer
Beijando-te,
Eu quero morrer
Amando-te,
Ainda que não me ames.
(Lê Costa)

Canção para sonhar

Meu canto
Voou para longe.

E como são grande
As suas asas!
São ternas e macias!
Cada peninha delas
É feita de sonhos
Fantasias.

Portanto, voa canto!... Voa!
Entre pela janela
Do quarto onde repousa
Aquele homem
Que tu amas.

E cante docemente,
A canção que tu Fizeste para honrá-lo,
Bendizê-lo, abençoá-lo,
Pois ninguém mais
No mundo nascerá Com aqueles olhos.
Então cante! Cante!
Não chore em sua presença.
Apenas faça-o sonhar.
(Lê Costa)

A canção do desalento

























Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está Chorando...
Mas não sabe ele,
Que a tristeza
Constante,
Nos parte em mil
Pedaços,
Tornando-nos escravos,
Quando na verdade,
O que queremos
É ser livres,
Como as mariposas,
Como o vento,
Como as aves migratórias.

Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está chorando...
Mas não sabe ele,
Que o seu pranto
Amargurado,
Mistura-se ao choro
Dos corações
Abandonados.
Assim, os dois
Unidos num só
Lamento,
Cantam juntos,
Uma só canção,
A canção do desalento.

Agora
À noite chovi
Muito,
Chove tanto!
Pois o céu
Vaidoso e trigueiro
Está chorando...

Pois enfim,
O mau encanto
Está quebrando...
(Lê Costa)

Sede infinda

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Não beijos vazio,
Como a indiferença,
Mas beijos repletos
De mistérios!
Um mais profundo
Que o outro.
Um mais quente
Que o outro.

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos com infinitos significados,
Todos interligados,
Com aquele sentimento
O qual é maior que a fé,
E a esperança,
E a vida e a morte.

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda de beijos.
Beijos molhados e secos
Com língua, sem língua
Torto e direito.
Quero beijos nos meus olhos,
Pescoço, e mãos.
Mas principalmente,
Quero alguém que beije
Minha emoção!
Minha razão!
Minha alma!
E meu coração!

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
De amacinhos,
De carinhos,
De cafunézinhos,
De abracinhos
E todos os "inhos"
Que eu tenho direito.

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,
Só,
Dos meus beijos!
Só,
Da minha pele!
Só,
Das minhas unhas!
Só,
Dos meus cabelos!
E, particularmente
Só,
Das minhas loucuras
E versos estranhos!

É pedir muito?

Eu quero um amor
Que traga na boca
Uma sede infinda,

Maior que a minha,
De mim!
(Lê Costa)

Simplesmente Letícia

























Ninguém me entende.
Ninguém sabe o por quê
De eu ser assim.
É que nenhum deles foi tocado
Pela fada mal do amor.
E nem receberam de presente
Da angustia, uma dor
Como essa que transborda em mim.
Todos esses que me olham,
Me analisam, nunca,
Saberão ao certo quem eu sou.
Mas isso realmente, não me importa,
Pois daqui do meu castelo
Calmamente eu contemplo,
O corre-corre dessa gente,
As quais, nascem, crescem e não aprendem.
Que cá nesta vida, que é uma só,
É preciso ter coragem de dizer
E defender o que se sente.
Mesmo que pra isso
Se tenha que viver,
Incompreendido... Incompreendida...
Assim como eu.
Logo, prefiro não ser entendida.
Do que deixar de ser,
Simplesmente eu!
Do que deixar de ser,
Simplesmente Letícia...

Gigantes

























De repente, vejo-te!
E estendo para ti os meus abraços!
E fecho só para ti,
Os meus olhos.

E nesse momento,
Nós, crescemos juntos amor!
Tornamo-nos como que
Dois imensos gigantes.
Pois só o amor, só ele
É que nos torna grandes.
Enquanto que os outros
Ao nosso redor,
Continuam pequenos,
Mesquinhos e imperfeitos.

Mas nós amor,
Continuamos crescendo,
E desse jeito,
Ultrapassaremos
O céu, o universo,
As dificuldades, as dúvidas
E o medo.

Afinal, porque sucumbir ao medo, meu amor?

Se perto daquele outro
Sentimento que nos une,
Ele é nada,
É pó,
O deitemos ao completo
Esquecimento!

Para que possamos
Erguer as nossas taças!
Cheia daquela bebida
Chamada vitória.
E celebrarmos
O nosso amor,
A nossa glória,
A minha boca,
A tua boca,
E as nossas inspirações
Tão poeticamente loucas!

Com os braços bem abertos para o amor

Minhas lágrimas
E dores, depois de
Uma perda dolorida
Disseram-me um dia:

Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!

Mas eu um ser sentimental por natureza
Continuei a amar...

Encontrei um novo amado
Que me fizera outra vez chorar.
E lá estavam as duas
Novamente a me avisar:

Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!

Mas eu um ser sentimental por natureza
Continuei a amar...

Encontrei um novo amado.
O qual quebrou-me em mil pedaços
E lá estavam as duas
Novamente a me avisar:

Esqueça-te do amor!
Esqueça-te de amar!
Não vale a pena
Abrir o coração,
Não vale a pena sonhar,
Para depois se machucar!

Mas eu um ser sentimental por natureza,
Novamente estou aqui,
Continuando a amar...
Pois como disse Drummond,
"Que pode uma criatura
Senão entre criaturas amar?"

AMAREI ENTÃO!

Com a mente e coração abertos.
Mas principalmente, com os meus

BRAÇOS BEM ABERTOS!

Palavras ditas... Jamais ouvidas














Essa canção é para vós
Palavras de amor
Que estão guardadas em mim!

Palavras queridas...
Palavras ditas...
Jamais ouvidas.
Vejo em seus olhos
Tanta ternura!
Tanta vida!

Pobres rejeitadas!
Ninguém as poderá ouvir!

Serão por isso inúteis
As vossas vidas?

Pois, para que
Nascerão as palavras de amor
Se não forem
Para serem ouvidas?!

Ouvidas por aquele
Único ser!

Ouvidas por aquela
Única vida!

Essa canção é para vós
Palavras de amor
Que estão guardadas em mim!

As quais morrerão comigo!
As quais morrerão em mim!

No dia em que
Eu deixar de existir!