terça-feira, 20 de setembro de 2011

Prazer receoso


















Por todo o lugar onde repousa o meu olhar,
Não vejo o que fisicamente meus olhos
Deveriam enxergar.

O que eles visualizam
É algo que me conforta
E perturba.
Uma mistura de euforia
E temor.
Uma espécie de
Prazer receoso
Sei lá.
Só sei que,
Por todo lugar
Onde repousa o meu olhar
Só enxergo tua imagem bendita.
Teus olhinhos de menino
Quase-homem.
Tua boca tão convidativa e vermelha
Como se fosse a primeira maçã do mundo.
Aquela feita por Deus no dia da criação.

Ah! Que sabor deve ter a tua boca príncipe!
Será tu aquele que eu procuro?
O qual traz nos lábios uma sede infinda de beijos?
O único? O abençoado? O eleito?
O príncipe bem-amado?
Mas o que adianta,
Se tu não sabes como eu me sinto
E eu não tenho coragem de dizer-te a verdade.
Tudo por causa desse prazer receoso.
Que ao mesmo tempo satisfaz e perturba.
Tudo porque tu trazes no olhar,
Essa encantadora ternura.
Esse jeito “tão inocente” de saber o que é amar.
Saibas, és tu o príncipe que mora no meu desejo,
No meu anseio, na minha ilusão angustiada
De aprender e sentir o que é amar e ser amada.

Ah! Romeu. Meu Romeu!
Pelo menos nos meus sonhos tu és meu.
E eu beijar-te-ia como tu nunca foste beijado!
Amar-te-ia como jamais foste amado!
Falar-te-ia versos todos bonitos e puros.
Pois meu coração tem uma voz misteriosa,
De onde exala o perfume de todas as rosas
E são elas todas para ti!
Para enfeitar o caminho
Por onde passares.
E os lençóis, que tanto invejo.
Onde repousam teus braços,
Teus cabelos, tudo enfim
Que há em ti.
Que me alegra e desespera.
Enche e esvazia.
Arde e esfria.
Ilumina e escurece. (Lê Costa)

Subconsciente

















Hão de serem os meus olhos,
O farol a guiar o teu barco.
E minhas mãos pequeninas,
A delicada carícia
A afagar o teu peito.
Ah! O teu peito amor.
Que grandes mistérios
Esconde este sujeito.
Com certeza há nele
Incontáveis belezas.
Mal posso esperar para vê-las!

Hão de serem os meus lábios,
O fabricante do néctar sublime.
Sem o qual tu não mais sobrevives.
Se não bebê-lo a todo instante,
E muito mais do que sempre.
Pois não é menos que eternamente,
Que dura um amor como esse.
Mesmo que ainda não o acalente (eu acho)
Em tua razão consciente.

Porém Romeu,
O teu coração não mente.
Dera-me ele tantos sinais,
Que já não sou mais tão descrente! (Lê Costa)

Farol amigo




















Guarda com carinho
A minha alma amado!
Pois quisera o destino
Fazê-la tua.

Num instante infinito
De imensa ternura.
Num olhar,
Que ao mesmo tempo
Acalma e perturba.
Acredite quando digo,
Que tê-lo aqui comigo
Enche-me de alegria
De euforia e de paz.

Guarda com carinho
A minha alma amado!

Pois nunca foi
Tão doce sonhar.
Antes andava eu
Como uma morta viva
A vaguear.
Porém tu foste
O farol amigo
O qual me guiou
Na pior escuridão
Que já vivi.
Tu sabes bem o que digo.

Antes de tu apareceres,
Eu era apenas
Um passarinho,
Que já não tinha
Nem voz,
Nem esperança,
Nem um simples ninho
Para onde regressar.
Por isso peço-te,
Não destrua as minhas asas.
Ou pelo menos o que sobrou delas.

Guarda com carinho
Meu coração amado!
Caso contrário,
O mundo todo
O verá silenciar.
Por simplesmente
Não mais suportar,
O peso de realmente
Vir a acreditar
Que não nasceu
Pro amor, ser amado
E amar. (Lê Costa)

Menos tu


Assim como o amor,
Amar-te é um mistério insondável.
E eu não queria amar.
Eu só queria fugir
Pra um lugar bem longe
De mim.
Onde eu seria outra pessoa,
Não eu.

Assim como o amor,
Amar-te é um mistério insondável.
E eu não queria amar.
Amaria sim com toda a minha alma
Os lírios do campo,
O frio congelante.
A brisa marinha,
A noite estrelada,
Tudo que há de melancólico e belo,
Menos tu.

Porém ainda que pareça loucura
Amo-te acima de todas as coisas.
Mas eu não queria amar...
Eu só queria fugir...
Pra um lugar bem longe
De mim.
E desse miserável coração. (Lê Costa)

Lágrimas

























Às vezes estamos vivendo em meio a um turbilhão de sentimentos. Alegria, tristeza, dor, decepção, raiva, amor. E são nesses momentos em que elas aparecem: as lágrimas. Qual a definição de uma lágrima? O que ela carrega em si porque derramamos lágrimas?

O nosso Aurélio diz o seguinte "gota de humor segregado pelas glândulas do olho", essa é uma definição física. Mas há muito mais coisas contidas numa lágrima.
Quando perdemos alguém querido arrebatado pela morte, derramamos muitas dessas ditas lágrimas. É que sabemos, nunca mais veremos aquele rosto tão amado. Não ouviremos mais aquela voz, aquele riso e nem teremos mais aquele abraço. Isso nos provoca uma dor imensa, pois sabemos, uma separação pela morte é algo definitivo. Assim experimentamos sentimentos de dor e tristeza, e inevitavelmente elas chegam... As lágrimas.

Outro exemplo, quando vemos a primeira vez o rosto de nosso filho e ele dar os seus primeiros passos, isso nos enche de felicidade de alegria e novamente elas podem surgir... As lágrimas. São inúmeros os exemplos, mas realmente o certo é que elas irão nos acompanhar durante toda a trajetória de nossas vidas, quase todos os momentos que vivenciarmos as mais variadas emoções elas estarão lá. Talvez para que não venhamos a nos sentir tão autossuficientes, duros como pedra em meio uma sociedade a qual tenta cada vez mais esconder seus sentimentos. Lá estarão elas, para entregar o que realmente se passa no mundo aqui de dentro.

Mas não podemos deixar de analisar outro exemplo, é quando estamos amando alguém e temos essa pessoa ao nosso lado, que maravilha numa situação assim com certeza poderíamos derramar lágrimas de pura alegria, mas e se de repente tudo desmorona? E o que achávamos que era já não achamos mais? E se o dia claro se tornou em noite escura? E a suave brisa se transformou em temporal?

Então experimentamos o vazio a decepção a dor, e qual o provável resultado?... Mais lágrimas... Uma chuva delas.
A poeta portuguesa Florbela Espanca de uma forma simples e muito sensível descreveu o seguinte...
“-E as lágrimas que choro, branca e calma, ninguém as vê brotar dentro da alma! ninguém as vê cair dentro de mim."

Seja o sentimento que for que se sinta dor, raiva, alegria, decepção, amor, as lágrimas não curam as feridas que os olhos não podem ver, mas aliviam e lavam a alma. (Lê Costa)

A sonhadora





















Podem me chamar de sonhadora,
Pior é quem na vida
Já não ousa mais sonhar
Deixando-se levar pela amargura.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois eu ainda creio
Na vinda do Prince Charmant...
Como audaz cavaleiro em velhas lendas.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois a cada manhã quando acordo
Vejo diante de meus olhos
A sombra da lembrança do teu rosto.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois continuarei levando em meu peito
A essência de teu amor quase perfeito.

Podem me chamar de sonhadora,
Pois continuarei assim, mesmo acordada sonhando.
Guardando no coração da alma os sonhos que jamais esqueci. (Lê Costa)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não há coincidências











Acabei de ler o livro "Não há coincidências" da escritora portuguesa, Margarida Rebelo Pinto. É a história dos relacionamentos amorosos de uma mulher chamada Vera.
Ao terminar o livro fiquei pensando como pode o personagem de um livro e até certo ponto a história desse personagem ser parecida com a da gente.

A Vera se parece muito comigo não em tudo mas me identifiquei bastante com ela até compartilhamos algumas dúvidas iguais e chegamos as mesmas conclusões. Achei muito interessante esse trecho do livro quando a Vera diz o seguinte:

"Quando sonhamos muito, corremos o risco de deixar de viver neste mundo, passamos para outra dimensão e não rara vezes levamos conosco aqueles que amamos.
E aquilo com que sonhamos, passa a ser o nosso desejo e é em função disso que respiramos, vivemos, adormecemos e acordamos"

A Vera amou a vida inteira o João e este acabou se casando com outra, mas não foi muito feliz. Depois ela conheceu o Manel, foi o que se pode chamar de amor a primeira vista e no mesmo dia que o conheceu, acabou ficando com ele. Mergulhou fundo nesse relacionamento, ela o amou muito e para variar ele não deu valor nenhum para esse amor, o qual terminou tão rápido como quando começou.

Para mim ele era como dizem os portugueses "um parvo" um imbecil. Pois, ainda que a mesma tenha pisado na bola, se ele sentisse alguma coisa verdadeira a teria perdoado. Maria, amiga da Vera, disse o seguinte: _"Quando se ama tudo se perdoa, nada se esquece, mas tudo se perdoa."

Na carta de despedida da Vera para o Manel, ela descreveu-se da seguinte maneira: "Talvez não sintas tudo a flor da pele como eu, que sou feita de coração, nem sei porque é que Deus me deu miolos, nunca os uso para as coisas mais importantes"

Realmente ser uma mulher feita de coração não fácil, mas fazer o que? Se não temos forças para mudar a essência do que somos. Para quem quiser ler, recomendo, é um bom livro o melhor que li desta escritora.

Para finalizar, termino com um fragmento do livro que segundo minha opinião é uma realidade.

"O tempo está para o amor como o vento para os incêndios. Apaga os fracos e ateia os fortes. É uma espécie de teste, uma prova cega, uma forma inequívoca de clarrificar aquilo que tanto queremos chamar amor e que não é mais do que o minúsculo embrião de um futuro incerto e tantas vezes improvável. Mas o amor está para o tempo como uma vela acesa ao luar, tremula impaciente, frágil, volúvel, fácil de acender e ainda mais fácil de apagar" (Lê Costa)

Espaço não ocupado por coisa alguma





















Prometo controlar meu pensamento. Trancafiá-lo!
Como um passarinho,
Em sua gaiola sem porta.
Para que ele,
Não voe até tua morada
E revele a ti o quanto sofro.
Por não ter o teu amor
Por não ter a tua calma.

Prometo controlar o meu pranto. Dominá-lo!
Para que ele,
Rolando por essas ruas sombrias,
Não deixe nenhum rastro
Dessa dor que me sufoca.
E assim venha a impor medo aos novos apaixonados
Fazendo-os desistirem de amar e ser amados.
Com medo de serem invadidos
Por um sentimento parecido
Que é tão doído!

Prometo controlar minha saudade. Ignorá-la!
Para que ela,
Acometida de um delírio insano
Não sai por aí
Batendo de porta em porta perguntando:
Em que planeta tu te escondeste de meus carinhos?

Prometo controlar o meu amor. Sufocá-lo!
Para que
Nunca mais
Venhas ouvir falar
O quanto sofri, chorei, senti tua falta.
E muito menos que
Todos esses verbos se fossem conjugados corretamente
Não ficariam no tempo passado.

Prometo
Anjo
Ficar no vácuo.
Onde não existe nada.
Nem desejo,
Oxigênio,
Sonho, ou
Mágoa.  (Lê Costa)

Libertem as vossas asas!





















Inefáveis asas,
Para vós foram dadas,
Então porque não usá-las?

Não escondam do mundo
As vossas asas!
Antes, voem!

E que o vento,
Nascido do bater de tantas asas,
Mude o curso da vida,
Do amor, da política,
E porque não da história?
Porque todos vós sois dela,
Escritores, roteiristas,
Diretores e principais atores.

Não as escondam!
Antes, as desamarrem!
E nós, parafraseando Bilac,
Ouvidores e entendedores
De estrelas,
Sejamos os fisioterapeutas
Desses milhões e milhões
De asas, as quais
Estão quase que completamente
Atrofiadas!
Eis aí, a nossa dura missão!
Sair clamando pelas ruas,
Como que profetas, diante
De nossa amada e idolatrada nação,
A seguinte afirmação,

Inefáveis asas,
Para vós foram dadas,
Então porque não usá-las? (Lê Costa)

Contradição















Há uma rosa vermelha em teu coração.
E em tuas mãos uma lança.
Diga-me amor meu
Como não amá-lo?
Se há em tua essência
O suave movimento das asas de um pássaro
E uma ternura tão imensa,
Como as águas que existem em toda a Terra.

Águas doces... Águas salgadas...

Doces como os teus beijos,
Teu amor,
Tua entrega.

Salgadas como a tua pele,
Teu suor,
Tuas lágrimas caladas e consteladas
As quais caem de teus olhos.
Olhos de amar de mar de cielo.
Deixa-me amar teus olhos tão singelos
Tão eternos e tristes!

Colher teu sabor, tua flor, tua dor,
Pois só eu conheço o teu segredo amado!
Sei que há uma rosa vermelha em teu coração.
Porque insiste em não dá-la a mim
Que o amo? Porque insiste em fazer o contrário?
Da mesma maneira que
Há uma rosa vermelha em teu coração,
Há uma lança em tuas mãos.
A qual usas, para lacerar-me as asas.
Ferindo-as sem nenhuma compaixão. (Lê Costa)

domingo, 18 de setembro de 2011

Vencidos




















Na profundidade da ausência
Pode se ouvir tantos sons.
Ainda ouço tua voz
Acariciar-me o coração.

Vejo em teus olhos
Um bosque, impenetrável e escuro.
Mas sei que lá no fundo
Há um tesouro de valor inestimável.

Tu não o sabes.
Mas um decreto irrevogável,
Foi selado com o anel do rei
Chamado destino. E ele diz:
Que sou eu a abençoada, a bem-amada, a única,
Capaz de levar a esse tenebroso lugar
Todo o pulsante e vivo e intenso amor,
O qual aquecerá e iluminará
Tua alma aparentemente inconquistável.
Então me permita o amar, amado.
E entenderá a profecia que uniu as nossas vidas
Tornando-as uma só.

Por todos esses motivos
Nem eu, nem tu, nem nada,
Poderá nos separar.
É inútil tentar
Demo-nos por vencidos! (Lê Costa)

Cenário do nosso amor















Sinto perto, quem está longe...
Distante dos meus braços,

Ouço ao longe,
Uma voz que diz:
_ O passado não volta jamais!
Segue em frente...
Escreve uma nova história...

Mas vem de algum lugar,
Talvez dos subterrâneos
Da paixão, um grito latente
Em meio à escuridão.
Voz rouca cheia de emoção,
Embargada de soluços.
Embriagada de lágrimas
Que suplica por outro momento!

Outro beijo!
Outra noite!
Outro dia!

Outro pôr-do-sol
Lá no Guaíba!
Porto Alegre de alegria,
De desejo e fantasia...
Ou talvez,
Porto Alegre fria...
Vazia, sem cor...
Cidade da melancolia...

Dos amores mil...
Das lindas gurias...
Dos poetas imortais...
Dos suspiros sem iguais...
Não há outra mais bonita!
Minha terra tão querida!
Meu porto dos casais...
Cenário do nosso amor,
Pois sinto perto, quem está longe...
Distante dos meus braços,

Ouço ao longe,
Uma voz que diz:
_ O passado não volta jamais!
Segue em frente...
Escreve uma nova história...

Mas vem de algum lugar,
Talvez dos subterrâneos
Da paixão, um grito latente
Em meio à escuridão.
Voz rouca cheia de emoção,
Embargada de soluços.
Embriagada de lágrimas
Que suplica por outro momento!

Outro beijo!
Outra noite!
Outro dia!

Outro pôr-do-sol
Lá no Guaíba!
Porto Alegre de alegria,
De desejo e fantasia...
Ou talvez,
Porto Alegre fria...
Vazia, sem cor..
Cidade da melancolia...

Dos amores mil...
Das lindas gurias...
Dos poetas imortais...
Dos suspiros sem iguais...
Não há outra mais bonita!
Minha terra tão querida!
Meu porto dos casais...
Cenário do nosso amor,
Posso assim chamá-lo?

Este algo que nos une...
Separa... Para reencontrar-se
Talvez agora? (Lê Costa)

Há vaga

























Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.

Como ser uma mulher completa,
Feliz e realizada?
Se aqui dentro não há nada.
Que me faça perder tudo.
A lucidez e a calma!
Como deixar entrar na alma.
Um rosto desconhecido?
Um abraço ainda não experimentado?
Um desejo ainda não sentido?

Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.

Quero muito mais do que tenho!
Anseio por uma infinitude de momentos.
Repletos de risos, carinhos e beijos...
Ah! Os beijos!
Quero-os de todos os jeitos!
Impetuosos no meio da madrugada.
Molhados, no banho de chuva.
Recatados, no passeio de mãos dadas à tarde.
Misteriosos, na noite solitária onde mergulham os meus olhos...

Onde andarás tu, desconhecido amor?
Espero que encontres o meu singelo chamado.

Há vaga!
No coração imperfeito,
Dentro do meu peito.
Para outro coração
Também imperfeito.
Que um dia eu espero encontrar... (Lê Costa)

Tu que tens o céu e o mar no olhar

Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!
Ainda que eu não veja mais à rubra
Fogueira ardente que há em teus olhos.
E tuas pálidas e pequenas mãos
Não passeiem mais pela extensão
Do arquipélago de minha pele.

Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!

Ainda que um vento contrário,
Obrigue-lhe a navegar por outras águas
E a desbravar terras longínquas e estranhas,
Tu estarás ao meu lado.
Não me importa se é assim,
Dessa maneira obscura
Que tu estejas aqui.

O firme propósito, do meu coração
É nunca, jamais lhe deixar partir.
Ainda que outros bem-amados venham,

Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!

Não percebeste com que fogo de amor apaixonado,
Ainda que idealizado, marcaste
Não o coração do meu corpo.
Mas sim o coração da minha alma,
Não só as inicias, mas todo o teu nome.
Ah! O teu nome amor! Possui sete pequeninas letras.
Assim, como sete pequeninas cores possuem o arco-íris.
Assim como sete grandes e infinitas letras
Possui a palavra saudade.

Não importa que os meses, os anos, as estações passem...
Ainda que o mar seque
E não reste uma gota sequer.
E que as estrelas do céu se apaguem,
Uma a uma como lâmpadas queimadas,

Tu, que tens o céu e o mar no olhar
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás!

Ainda que o meu canto cesse
E meus esperançosos olhos sejam fechados
Pelos gélidos, escuros e suaves dedos da morte,

Tu, que tens o céu e o mar no olhar,
Estarás comigo. Sim, para sempre estarás! (Lê Costa)

Soneto do olhar verde-avelã










Eu lhe disse, seus olhos são verdes!
Um verde que canta e encanta
Um verde que espanta e conduz
A todos que os amam a luz!

Mas tu me dizes não são verdes,
Meus olhos são cor de avelã!
Eu lhe digo: Não importa,
Pois neles há toda doçura do mel da maçã!

Teus olhos cor de avelã têm a cor
Da saudade, que me invade,
Sem piedade a cada manhã.

Teus olhos cor de avelã, cor de amizade,
Oh! Dulce! Não adianta os pedires de volta,
Eles são meus, desde agora e por toda a eternidade!
____________________________

Para ti Dulce, amiga que tanto amo
fiz este simples soneto.

Se eu pudesse

Se eu pudesse arrancar todo o medo,
Tirar toda dor, todo o lamento
Apagar de tua alma, todo o tormento
Eu o faria agora! Nesse exato momento!

Se eu pudesse mudar os teus pensamentos,
Enchê-los de sonhos e de alegrias tantas,
Com o pequeno movimento de minhas asas brancas,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!

Se eu pudesse parar o vento,
Guardá-lo a salvo longe de todo sofrimento,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!

Se eu pudesse expulsar de teu coração
Oh querido! As sombras a escuridão,
Eu o faria agora! Nesse exato momento!
___________________________________________
Para ti meu amigo Sandro,
Que a luz de Deus, a alegria e a coragem
Estejam sempre de mãos dadas contigo!

Carta para uma amiga




















Os desígnos de Deus, que alguns chamam de destino,
acaba por nos trazer pessoas que se tornam
inesquecíveis em nossas vidas.
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Confesso-te, quando te encontrei pela primeira vez, não
fui tomada de amores por ti.
Olhei-te e pensei, essa criatura ostenta certo ar de
superioridade e também tive a impressão de que
tu não foste muito com a minha cara.
Lembra-te do ditado que diz que a primeira impressão
é a que fica? Tudo mentira.
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Retomando, aquele que é onipotente juntou as nossas
vidas, quando iríamos imaginar que moraríamos de baixo
do mesmo teto? Pois é, assim vivemos juntas, por dois anos
e eu pude conhecer-te melhor e então... Plim!
Num piscar de olhos surgiu a mais bela amizade do mundo.
Claro que certos conceitos teus me assustaram; ainda me
assustam, não os entendo, mas isso não faz diferença.
Vê amiga que ser único tu és? Como dizem por ai igual a ti
nem tirando Xerox! Nossa teu grau de narcisismo já é grande
agora vai triplicar!
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Quando fostes embora pelo mundo a fora, eu chorei, me preocupei
tanto que me deu uma crise de nervos e eu tremi feita vara verde!
Sabe por quê? Porque tu estarias longe de mim e assim eu não poderia
proteger-te se algo desse errado, mas enfim, tu foste e aprendeu a andar
com tuas próprias pernas, que orgulho! E me lembrou que não podemos
prender as pessoas que amamos do nosso lado, porque na vida chega uma
hora que cada um segue seu rumo.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Du, sincera, honesta, segura e amiga,
tu és tudo isso e muito mais, mas não
posso citar tudo aqui, pois me faltaria papel.
Bom eu enrolei-te amiga com todo esse blá blá blá
para simplesmente dizer-te uma verdade irrefutável,
Eu te amo...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Angelita

























Angelita... menina que de tão bonita
Inebria, entontece...
Dona de uma graça infinita...
Onde andará? Em que esquina da vida...
Minha grande e inesquecível amiga...

Levas-te enrolado em teu vestido
Meu coração...
Oh! que saudade infinda.
Daquelas tardes em que eu podia
Ouvir teu riso cheio de luz... lamparina.

Angelita... menina que de tão bonita
Parece um anjo...
E o é...
Isso que seu doce nome significa...
Espero a tua volta... Teu colo amiga.

Tu és como uma campo cheio de flores
De todas as cores... perfumes...
E esse vazio que deixaste em meu peito
É como uma noite fria
Com neblina...

Quero-te porque tu és minha!
Angelita menina que de tão bonita
Inebria... entontece...
Onde andará? Em que esquina da vida...
Minha grande e inesquecível amiga...