segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não há coincidências











Acabei de ler o livro "Não há coincidências" da escritora portuguesa, Margarida Rebelo Pinto. É a história dos relacionamentos amorosos de uma mulher chamada Vera.
Ao terminar o livro fiquei pensando como pode o personagem de um livro e até certo ponto a história desse personagem ser parecida com a da gente.

A Vera se parece muito comigo não em tudo mas me identifiquei bastante com ela até compartilhamos algumas dúvidas iguais e chegamos as mesmas conclusões. Achei muito interessante esse trecho do livro quando a Vera diz o seguinte:

"Quando sonhamos muito, corremos o risco de deixar de viver neste mundo, passamos para outra dimensão e não rara vezes levamos conosco aqueles que amamos.
E aquilo com que sonhamos, passa a ser o nosso desejo e é em função disso que respiramos, vivemos, adormecemos e acordamos"

A Vera amou a vida inteira o João e este acabou se casando com outra, mas não foi muito feliz. Depois ela conheceu o Manel, foi o que se pode chamar de amor a primeira vista e no mesmo dia que o conheceu, acabou ficando com ele. Mergulhou fundo nesse relacionamento, ela o amou muito e para variar ele não deu valor nenhum para esse amor, o qual terminou tão rápido como quando começou.

Para mim ele era como dizem os portugueses "um parvo" um imbecil. Pois, ainda que a mesma tenha pisado na bola, se ele sentisse alguma coisa verdadeira a teria perdoado. Maria, amiga da Vera, disse o seguinte: _"Quando se ama tudo se perdoa, nada se esquece, mas tudo se perdoa."

Na carta de despedida da Vera para o Manel, ela descreveu-se da seguinte maneira: "Talvez não sintas tudo a flor da pele como eu, que sou feita de coração, nem sei porque é que Deus me deu miolos, nunca os uso para as coisas mais importantes"

Realmente ser uma mulher feita de coração não fácil, mas fazer o que? Se não temos forças para mudar a essência do que somos. Para quem quiser ler, recomendo, é um bom livro o melhor que li desta escritora.

Para finalizar, termino com um fragmento do livro que segundo minha opinião é uma realidade.

"O tempo está para o amor como o vento para os incêndios. Apaga os fracos e ateia os fortes. É uma espécie de teste, uma prova cega, uma forma inequívoca de clarrificar aquilo que tanto queremos chamar amor e que não é mais do que o minúsculo embrião de um futuro incerto e tantas vezes improvável. Mas o amor está para o tempo como uma vela acesa ao luar, tremula impaciente, frágil, volúvel, fácil de acender e ainda mais fácil de apagar" (Lê Costa)

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