segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Contradição















Há uma rosa vermelha em teu coração.
E em tuas mãos uma lança.
Diga-me amor meu
Como não amá-lo?
Se há em tua essência
O suave movimento das asas de um pássaro
E uma ternura tão imensa,
Como as águas que existem em toda a Terra.

Águas doces... Águas salgadas...

Doces como os teus beijos,
Teu amor,
Tua entrega.

Salgadas como a tua pele,
Teu suor,
Tuas lágrimas caladas e consteladas
As quais caem de teus olhos.
Olhos de amar de mar de cielo.
Deixa-me amar teus olhos tão singelos
Tão eternos e tristes!

Colher teu sabor, tua flor, tua dor,
Pois só eu conheço o teu segredo amado!
Sei que há uma rosa vermelha em teu coração.
Porque insiste em não dá-la a mim
Que o amo? Porque insiste em fazer o contrário?
Da mesma maneira que
Há uma rosa vermelha em teu coração,
Há uma lança em tuas mãos.
A qual usas, para lacerar-me as asas.
Ferindo-as sem nenhuma compaixão. (Lê Costa)

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