segunda-feira, 2 de maio de 2011

Amanheceu em mim

Chamei-te de anjo...
Quando tocaste com
A ponta de teus dedos
As janelas do meu coração!
Neste momento soube,
Não era eu...
E sim tu a pessoa por quem
Se fizeram todas as coisas.
E não em mim
Residiam a beleza impura,
O fogo que cura,
E a singela loucura.

Chamei-te de amor...
Quando beijaste meus lábios.
E nas linhas da tua boca,
Provei todo encanto e doçura
Guardados não para outra.
Neste momento soube
Que a vida
Não era mais minha.
E sim tua.
Assim como a lua é da noite.
O sol é do dia.
E o céu de quem voa.

Chamei-te de música...
Quando dançaste em minha alma.
Bailando com delicadeza.
Neste momento soube
Com toda certeza: sou amada!
Ansiosamente desejada.
Enfim é o fim da tristeza
Começou a alvorada.
Amanheceu em mim!
Tudo agora é luz iluminada.
Nada será perdido
Antes da última parada.

E neste derradeiro momento,
Quando apagarem-se as luzes,
Os sonhos, os gemidos e as brasas
Ao olhar para lado
Não quero encontrar mais nada,
Além do teu olhar.

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