sábado, 8 de outubro de 2011

Terra seca




















Oh torre fria de dores!
De trevas!
Até quando
Manter-me-ás cativa?

Quem poderá saber
O que tu esperas?

Já não cansaste
De ouvir os meus gritos?

Acaso pretendes ver-me
Morrer por dentro,
Até que eu vire como que
Uma raiz nascida em terra seca?

Ou será que estás
A testar-me,
Para que possas contar
Quantas lágrimas cabem
Dentro de meu ser?

Oh, torre fria de dores!
Tu nunca compreenderás
Como é triste amar e esperar,
Alguém, que em tempo algum,
Jamais virá.  Lê Costa)

Um comentário:

  1. Se medras diante de mim
    Ser destituido de olhos
    Porque me perturba com pífias questões?

    Por ser cego não tens esperança?
    Nem sentes a luz divina que de ti emana?
    Sou uma torre fria, Não tenho emoções.

    Mas tenho razão e com ela advirto
    És mais forte do que o metal que me faz
    E podes ir mais longe do que teus altos gritos

    Morrerás somente se quiseres
    E tuas lágrimas escorrem por não veres
    O quão perto está o teu destino
    E quão belo ele será ao me quebrares com teu amor.

    A torre!

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