Não quero a doce claridade de um dia de sol,
Nem o molhado e vibrante som da chuva.
Não quero todas as riquezas deste mundo,
Nem todas as flores da Senhora Primavera.
Não quero a beleza da luz de todas as estrelas,
Nem que o universo as desse como dádivas a mim.
Não quero o suspiro dos casais apaixonados,
Nem o mel de suas juras de amor eterno.
Não quero a pureza do olhar de uma criança,
Nem o seu coração mais puro ainda.
Não quero o triste canto de algum pássaro perdido,
Nem trocá-lo pelo meu, ainda mais sofrido!
O que eu quero, oh amado!
É simples como uma brisa,
Singelo como um olhar,
O que eu quero é te ver.
Para conversarmos um pouco,
Para eu te abraçar mais um pouco.
Para eu poder chorar o meu último pranto,
Nos teus braços... Não nos de outro!
E que minhas lágrimas rolem...
Direto da minha dor.
Direto do meu amor...
Para o fundo da tua alma.
Para que quando as tiver
Assim, sublimadas dentro de ti,
Possas sentir tudo o que há
Sublimado dentro de mim...
Eu tenho certeza que muita gente se identificaria com esse poema. E também queria ter o dom da palavra escrita como você tem. Parabéns, Letícia. Espero que as pessoas descubram que ainda existem coisas pelas quais vale a pena, realmente, gastar alguns minutos do dia.
ResponderExcluirSamuel,
ResponderExcluirFoi um prazer te conhecer... obrigada de novo pelas palavras... bjs