domingo, 18 de setembro de 2011

Vencidos




















Na profundidade da ausência
Pode se ouvir tantos sons.
Ainda ouço tua voz
Acariciar-me o coração.

Vejo em teus olhos
Um bosque, impenetrável e escuro.
Mas sei que lá no fundo
Há um tesouro de valor inestimável.

Tu não o sabes.
Mas um decreto irrevogável,
Foi selado com o anel do rei
Chamado destino. E ele diz:
Que sou eu a abençoada, a bem-amada, a única,
Capaz de levar a esse tenebroso lugar
Todo o pulsante e vivo e intenso amor,
O qual aquecerá e iluminará
Tua alma aparentemente inconquistável.
Então me permita o amar, amado.
E entenderá a profecia que uniu as nossas vidas
Tornando-as uma só.

Por todos esses motivos
Nem eu, nem tu, nem nada,
Poderá nos separar.
É inútil tentar
Demo-nos por vencidos! (Lê Costa)

2 comentários:

  1. lindo profundo, me fez lembrar alguem q amei demais!

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  2. Angelita...

    Eu amei muito a pessoa pra quem eu escrevi estas palavras... não fui correspondida... mas tudo bem... porque ele também foi e espero que sempre seja um grande amigo. E também eu só comecei a escrever porque um dia ele olhou pra mim e disse: e tu quando vai começar a escrever? tu tem o dom da palavra... eu nunca achei que eu poderia fazer algo como que um poema... Mas o Marcelo me deu isso... e ele sempre será muito importante pra mim...

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