sábado, 1 de janeiro de 2011

Já não escrevo mais como quem canta à alma

Já não escrevo mais, como quem canta à alma...
Eis que as palavras se esvaem como areia
Entre meus dedos, meus medos.

E essa sombra que me persegue nos sonhos,
Acaso irá embora algum dia?
Oh! Sombra tão querida!
Por quanto tempo mais andarás perdida,
Nas quimeras da ilusão?

Foste tu, meu doce bálsamo.
Pássaro rei, amado!
Recordas-te ainda como eras no passado?

Porém hoje te tornaste amargo e escuro.
Como um abismo profundo.
Como flores tristes e medrosas.

E é por isso, que já não escrevo mais, como que canta à alma...

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