sábado, 1 de janeiro de 2011

Espera



















Oh! Madrugada encantada!
O que me trouxeste em tuas asas?


Sinto o gosto da chuva.
Que entre meus lábios
Tem o sabor das mais açucaradas uvas.

Dá- me uma a uma.
Para que eu possa saboreá-las aos poucos.
Em pequeninas doses.
Pois quem pode, a não ser tu,
Oh! Madrugada boêmia,
Cupido negro,
Nos oferecer tão bom enredo
Para conquistar um coração?

Oh! Madrugada encantada.
O que me trouxeste em tuas asas?

Ouço lá fora, o canto do quero-quero.
Será que ele é sabedor, que eu também quero.
Que a minha espera não seja em vão?
Sim, avezinha rio-grandense!
Teu canto não me mente.
És escrava da esperança do desejo e da paixão.
Mesmo assim não esconda teus olhos.
Da vida que corre lá fora.
Pois ela é um trem, que jamais volta.
Por isso, segue teu voo bonito.
Rumo ao infinito.
Que é o destino de todos nós.

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