
Tu me vê de uma maneira tão pequena.
Mas não sou um grão de areia
Perdida na palma da tua mão.
Já fui sim,
Lágrima de amor perfeita.
E morei tanto tempo
Em teu rosto de mármore infinito.
Mas sabes,
Guardei em meu corpo
O aroma de orquídeas selvagens
Das montanhas que estão escondidas
No fim do arco-íris.
Para dar a um ser nobre e cortês.
Quente e luminoso como um sol de verão.
Com um olhar simples como os das pombas.
Que tenha a leveza das alegres borboletas
E a doçura terna e entregada dos cães.
Mas principalmente quero
Que as suas asas sejam
Como as minhas.
Quero reconhecer o seu canto
Assim como os pássaros fêmeas
Reconhecem e escolhem
O seu par pra toda a vida.
Quero alguém que me veja
Não de uma maneira distorcida.
Pois podemos olhar algo ou alguém
E mesmo assim não o ver
Na sua plenitude de ser.
Se for pra ser menos que isso
Prefiro que não seja ninguém.
Mas se algum dia
Eu o encontrar,
Nada poderá nos separar.
Até lá,
Prefiro a solidão acolhedora dos bosques.
E a companhia
Da madrugada chuvosa e fria.
Pois o inverno já nos envolve
Com seu abraços e beijos
De cristal de gelo.
Não sei porque este mundo parou... Com tanta qualidade doçura, deve continuar ou... o amor já surgiu, perfeito como querias?
ResponderExcluirBeijocas
Graça
Graça... querida...
ResponderExcluirVou repostar uns antigos... não estou escrevendo muito... Com relação ao amor nem precisa ser assim tão perfeito. Apenas verdadeiro, entregado e inteiro... ainda estou nessa busca.
beijos
adore-te poeminha!!!
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